Veja o resumo da noticia
- O estoque de apartamentos novos de médio e alto padrão aumentou em São Paulo (SP), indicando menor velocidade de vendas.
- O tempo para escoar unidades de três e quatro quartos subiu de 18,5 para 26 meses até abril.
- A oferta de imóveis novos de médio e alto padrão cresceu 40% em um ano.
- Analistas preveem que as perspectivas para o segmento de média e alta renda continuarão desafiadoras.
- O Citi reduziu o preço-alvo das ações da Cyrela e da Eztec, mantendo a recomendação de compra para a primeira.
- O Santander também cortou o preço-alvo da Cyrela, mas manteve a indicação de compra para a incorporadora.

O estoque de apartamentos novos de médio e alto padrão aumentou em São Paulo (SP), maior mercado de incorporação do país. O avanço preocupa analistas porque indica menor velocidade de vendas no segmento.
Segundo relatório do Citi destacado pelo Valor Econômico, o tempo necessário para escoar unidades de três e quatro quartos subiu de 18,5 meses para 26 meses. O dado considera o mercado da capital até abril.
O documento também aponta crescimento de 40% na oferta de imóveis novos de médio e alto padrão em um ano. “Consideramos essa maior oferta como o risco mais relevante para o mercado”, afirmam os analistas.
Crédito imobiliário e taxa Selic
O segmento de média e alta renda sente mais os efeitos do financiamento imobiliário. Ele fica fora do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida), que atende famílias na compra do primeiro imóvel de até R$ 650 mil e com renda de até R$ 13 mil.
A queda mais lenta da taxa Selic pressiona o custo do crédito. Além disso, a retirada de recursos da poupança afeta o principal insumo do financiamento imobiliário para média e alta renda.
Segundo relatório do BTG Pactual, a caderneta teve R$ 53 bilhões em retiradas nos últimos 12 meses. Em maio, houve fluxo positivo de R$ 2,3 bilhões.
“Acreditamos que as perspectivas para o segmento de média e alta renda provavelmente seguirão desafiadoras”, analisa o relatório.
Incorporadoras de médio e alto padrão
Em junho, o Citi reduziu o preço-alvo das ações da Cyrela de R$ 35 para R$ 32, com indicação de compra. Também cortou o preço-alvo da Eztec de R$ 17 pra R$ 15, com recomendação neutra.
“A Cyrela está mais bem posicionada por causa da sua escala e diversificação, mas não é imune à redução da velocidade de venda”, afirmam os analistas. Já a Eztec é “mais exposta a pressões de acessibilidade financeira”.
No último mês, o Santander reduziu o preço-alvo da Cyrela de R$ 43 para R$ 41, mantendo indicação de compra.
*Com informações do Valor







