Veja o resumo da noticia

  • O setor imobiliário brasileiro projeta crescimento para 2026, mas já avalia 2027 com mais cautela devido a juros altos e incertezas fiscais.
  • O crédito imobiliário deve sustentar o crescimento em 2026, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida e pelo FGTS.
  • A Caixa Econômica Federal prevê 2026 como o maior ano da história do imobiliário, superando R$ 250 bilhões em financiamentos.
  • O Minha Casa Minha Vida é considerado o principal suporte do setor, com recursos garantidos e sem oscilação com a taxa de juros.
  • Para ampliar a participação do crédito imobiliário no PIB, é necessário expandir o funding para além da poupança e do FGTS.
  • A Câmara Brasileira da Indústria da Construção prevê crescimento de 1% na construção em 2026, enfrentando juros elevados e entraves tributários.
casiano/iStock
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O setor imobiliário brasileiro projeta crescimento em 2026, mas já avalia 2027 com mais cautela, segundo reportagem do InfoMoney. A análise foi feita no Construsummit, em Florianópolis (SC), diante do cenário de juros altos, incertezas fiscais e entraves estruturais.

Crédito imobiliário deve sustentar 2026

A avaliação do painel foi que 2026 seguirá forte para o crédito imobiliário, com impulso do MCMV (Minha Casa Minha Vida) e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

“2026 será o maior ano da história do imobiliário na Caixa. Vamos passar de R$ 250 bilhões”, afirmou Raul Gomes, líder da Superintendência Nacional de Habitação Pessoa Jurídica da Caixa.

Segundo ele, o banco cresceu 30% no primeiro trimestre ante igual período de 2025. A Caixa vê o ciclo até 2028 como fase de expansão, mas com prudência.

O diretor-executivo da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Filipe Pontual, projeta alta de 28% no crédito imobiliário total neste ano. A estimativa inclui crescimento de 15% no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e de 35% no FGTS.

“Se houver uma sinalização de arrumação da casa fiscal e isso permitir a queda dos juros, o ano que vem pode ser positivo”, afirmou Pontual.

Minha Casa Minha Vida e funding no centro do debate

Raul Gomes disse que o MCMV é o principal suporte do setor. “Minha Casa Minha Vida, habitação popular, que atende 90% da população brasileira, é porto seguro. Não faltarão recursos, e ele não oscila com a taxa de juros”, afirmou.

Ele citou a Faixa 4, voltada à classe média, o Fundo Social do pré-sal e o Reforma Casa Brasil como reforços recentes ao programa.

Pontual afirmou ainda que o crédito imobiliário equivale a algo entre 10,5% e 11% do PIB (Produto Interno Bruto), abaixo de economias comparáveis às do Brasil. Para ampliar a participação, a avaliação é que é necessário expandir o funding para além da poupança e do FGTS. Nesse cenário, ganham peso LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LIGs (Letras Imobiliária Garantida), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).

Construção e materiais avançam em ritmo menor

O presidente-executivo da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Fernando Guedes Ferreira Filho, citou juros elevados, escassez de mão de obra qualificada e complexidade tributária como entraves. A entidade prevê crescimento de 1% na construção em 2026.

Mauro Franco, da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), também estima avanço de cerca de 1% na produção de materiais.

*Com informações de InfoMoney

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.