
A Caixa Asset se prepara para lançar fundos imobiliários ainda em 2026, em um movimento que marca um reposicionamento da gestora no mercado de real estate. Segundo o diretor-presidente Ricardo Rios, citado pela Folha, a ideia não é repetir iniciativas isoladas do passado. O objetivo é consolidar a asset como gestor relevante em ativos imobiliários voltados à geração de renda e ao financiamento do setor.
FIIs de papel terão foco em CRIs
Os produtos em estruturação devem seguir o modelo de fundos imobiliários de papel, com alocação predominante em Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos lastreados em dívidas do setor imobiliário. A carteira também poderá incluir LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e instrumentos de maior liquidez para gestão de caixa.
A Caixa avalia lançar mais de um veículo e afirma que a proposta é acessar oportunidades em diferentes emissores, buscando retorno para o investidor com diversificação de risco.
Fundos terão cogestão e distribuição aberta
A montagem dos fundos vem sendo discutida com três casas selecionadas para cogestão: RB Asset, TG Core e RBR. A Caixa quer concentrar em sua equipe a definição da política de investimento e deixar para as parceiras tarefas como seleção dos ativos.
As características finais de elegibilidade, governança e estrutura de risco ainda estão em definição. Na distribuição, a estratégia será aberta, sem exclusividade da rede Caixa.
Mercado de capitais ganha peso no funding do setor
Além de ampliar o leque de produtos para clientes, a Caixa Asset enxerga os fundos como um canal adicional de funding para o mercado imobiliário. A leitura é que construtoras e incorporadoras precisarão recorrer cada vez mais ao mercado de capitais para captar recursos. Enquanto isso, os investidores buscam alternativas para participar do setor sem comprar imóveis diretamente.
Em 2025, o estoque de FIIs listados na B3 superou R$ 180 bilhões, com cerca de 3 milhões de investidores. Para a gestora, o cenário de queda de juros e o conhecimento histórico da Caixa sobre crédito e habitação criam uma janela favorável.
*Com informações de Folha







