Veja o resumo da noticia

  • Cyrela registrou queda no lucro líquido do primeiro trimestre, apesar do avanço da receita.
  • Despesas operacionais elevadas e resultado financeiro menor pressionaram a rentabilidade.
  • Aumento do petróleo e conflito no Irã elevam custos e expectativa de inflação setorial.
  • Distribuição de dividendos reduziu caixa e contribuiu para o aumento da dívida líquida ajustada.
  • A empresa iniciou trajetória de redução da alavancagem, sustentada por geração de caixa.
  • Lançamentos caíram significativamente, enquanto as vendas líquidas apresentaram crescimento.
  • Plano de ampliar a participação da marca Vivaz em projetos, focando no segmento de baixa renda.
resultado da Cyrela 1 trimestre 2026
cifotart/iStock

A Cyrela registrou lucro líquido de R$ 297 milhões no primeiro trimestre, queda de 9% em relação ao mesmo período de 2025 e recuo de 56% frente ao quarto trimestre do ano passado. A receita líquida avançou 4%, para R$ 2 bilhões, enquanto a margem bruta ficou em 32,9% e a margem bruta ajustada subiu para 36,1%.

O balanço veio pressionado por despesas operacionais maiores, que cresceram 14,5% e chegaram a R$ 292 milhões, além de um resultado financeiro 36% menor no trimestre, de R$ 38 milhões. Segundo a companhia, esses dois vetores explicam a maior parte da perda de rentabilidade na comparação anual.

Petróleo e conflito no Irã entram na conta de custos

Na conversa com jornalistas após a divulgação do resultado, relatada em reportagem do Valor, o diretor financeiro Miguel Mickelberg afirmou que a empresa já sente aumento de custos associado à alta do petróleo. A expectativa da Cyrela é que a inflação setorial se aproxime de 8% em 2026, a depender da evolução do conflito no Irã.

Até abril, o INCC acumulava alta de 6,28% em 12 meses. Mickelberg disse que os custos da companhia vinham acompanhando o índice, mas a pressão recente sobre insumos pode levar a uma aceleração ao longo do ano.

Dividendos reduziram caixa e elevaram a alavancagem

A empresa atribui parte importante do enfraquecimento do resultado financeiro à distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos em dezembro. Segundo Mickelberg, o pagamento reduziu a posição de caixa e contribuiu para o avanço da dívida líquida ajustada, que cresceu 138% em um ano e encerrou março em R$ 2,18 bilhões.

A relação entre dívida líquida ajustada e patrimônio líquido ajustado chegou a 19,6%, alta de 10,3 pontos em 12 meses. Ainda assim, a companhia destacou que já iniciou uma trajetória de redução da alavancagem, com queda de 1,9 ponto na comparação com o fim de 2025. A melhora foi sustentada por geração de caixa de R$ 134 milhões no trimestre.

Lançamentos perdem ritmo, e Vivaz ganha espaço

Os lançamentos da Cyrela caíram 86% na comparação anual e somaram R$ 1,7 bilhão em valor geral de vendas potencial, enquanto as vendas líquidas cresceram 2%, para R$ 2,16 bilhões. Para 2026, a companhia projeta um ano mais estável em volume de lançamentos, depois de um crescimento de 35% no ano passado.

O plano é ampliar a participação da Vivaz, marca ligada ao Minha Casa, Minha Vida, dentro do mix de novos projetos. Segundo Mickelberg, a fatia da plataforma pode sair de 30% para algo mais próximo de 40% do total lançado. O segmento de baixa renda parece oferecer mais espaço para expansão do que média e alta renda neste ano.

*Com informações de Valor Econômico

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.