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Veja o resumo da notícia

  • O mercado paulistano de imóveis de baixa renda registra descompasso entre oferta e demanda, com mais lançamentos que vendas em agosto.
  • O estoque disponível de imóveis em São Paulo atingiu 59 mil unidades, o maior nível da série histórica, com 8,4 meses de estoque.
  • O desequilíbrio é mais acentuado na faixa de imóveis entre R$ 275 mil e R$ 400 mil, com alta anual de 85% no estoque.
  • A evolução do crédito da Caixa será crucial para definir o impacto sobre as empresas do setor nos próximos meses.
estoque de imóveis populares em São Paulo
Divulgação/MRV

O mercado paulistano de imóveis de baixa renda encerrou agosto com um descompasso mais claro entre oferta e demanda. As vendas permaneceram robustas, perto de 8 mil unidades e no segundo maior volume do ano, mas os lançamentos chegaram a aproximadamente 14 mil. No acumulado de 12 meses, foram 107 mil unidades lançadas, ante 85 mil vendidas, segundo relatório do Goldman Sachs citado pelo InfoMoney.

Estoque chega ao maior nível da série

Com mais produtos entrando no mercado do que saindo, o estoque disponível avançou para 59 mil unidades, recorde da série histórica. O indicador de meses de estoque subiu para 8,4, o maior patamar desde o início de 2023 e acima da média histórica, próxima de sete meses. A relação entre vendas e oferta recuou para 60%, depois de atingir 68% em meados de 2025.

Faixa intermediária concentra a pressão

O desequilíbrio é mais intenso nos imóveis entre R$ 275 mil e R$ 400 mil. Nessa faixa, agosto registrou 9,6 mil lançamentos e 5,6 mil vendas, enquanto o estoque alcançou 43,7 mil unidades, alta anual de 85%. O dado sugere uma disputa maior por compradores em um segmento sensível às condições de financiamento e à capacidade de enquadramento nas linhas habitacionais.

Crédito definirá o impacto sobre as empresas

Para o Goldman Sachs, a evolução do crédito da Caixa será a principal variável dos próximos meses. Estoque elevado e critérios de concessão mais rígidos podem reduzir a velocidade de vendas e pressionar custos comerciais, sobretudo para companhias expostas à baixa renda em São Paulo, como Cury e Cyrela, por meio da Vivaz. O banco, porém, ainda avalia se a deterioração terá efeito material sobre vendas e rentabilidade e mantém visão construtiva sobre parte do setor.

*Com informações de InfoMoney

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.