Veja o resumo da notícia

  • Absorção líquida de escritórios classe A em São Paulo tem queda de 15% em 2025, influenciada pela redução de novos empreendimentos.
  • Diminuição de 35% no novo estoque corporativo na cidade, com empresas buscando alternativas em regiões secundárias.
  • Migração da demanda para áreas como Chucri Zaidan e Pinheiros, com aluguéis mais acessíveis e imóveis recentes.
  • Cautela do mercado reflete na redução de novos projetos, visando um desenvolvimento mais disciplinado e previsível.
  • Taxa de vacância em São Paulo recua para 12,8%, impulsionada pela redução da oferta e aumento da pré-locação.
  • Aumento de 20,4% nos preços de aluguel, atingindo US$ 26,3 por m², o maior valor registrado na América Latina.
  • Desaceleração na absorção líquida de escritórios na América Latina, refletindo normalização após período de forte ocupação.
absorção de escritórios em São Paulo
diegograndi/iStock

A absorção líquida de escritórios classe A em São Paulo caiu 15% em 2025, para 147,9 mil metros quadrados, segundo levantamento da consultoria Cushman & Wakefield. O movimento ocorre após um pico registrado com o retorno das empresas ao trabalho presencial e reflete a falta de novos empreendimentos no mercado.

No mesmo período, a cidade recebeu 49,9 mil m² de novo estoque corporativo, queda de 35% em relação ao ano anterior.

Estoque de escritórios e novas áreas corporativas

A demanda por escritórios tem migrado para regiões consideradas secundárias da capital paulista. Nessas áreas ainda há disponibilidade de prédios mais modernos, que passaram a ser mais valorizados no período pós-pandemia.

Com a região da Faria Lima e arredores praticamente sem espaço disponível e valores próximos de R$ 300 por m², empresas passaram a buscar alternativas como Chucri Zaidan e Pinheiros.

Nessas regiões, os aluguéis ainda estão abaixo de R$ 200 por m² e os imóveis são mais recentes.

Segundo a Cushman & Wakefield, a redução no volume de novos projetos também reflete maior cautela do mercado. “O mercado evoluiu em direção a um desenvolvimento mais disciplinado, reduzindo o risco de excesso de oferta e proporcionando maior previsibilidade para a evolução futura”.

Atualmente, São Paulo possui 260,5 mil m² de escritórios em construção e 82,7 mil m² em planejamento.

Vacância e preços de aluguel em São Paulo

Mesmo com a queda na absorção líquida, a taxa de vacância em São Paulo recuou 3,5 pontos percentuais em 2025, para 12,8%.

A redução da oferta disponível elevou o nível de pré-locação de novos empreendimentos e pressionou os preços de aluguel.

Segundo a consultoria, os valores subiram 20,4% na comparação anual e chegaram a US$ 26,3 por m², o maior patamar registrado no levantamento da Cushman & Wakefield na América Latina.

Na região, a absorção líquida de escritórios também apresentou desaceleração. O indicador caiu 12,7% em 2025, para 543 mil m².

De acordo com a Cushman & Wakefield, o movimento do mercado latino reflete uma normalização após um período de forte ocupação em lugares como Cidade do México e uma moderação no ritmo de ocupação em São Paulo e no Rio de Janeiro.

*Com informações do Metro Quadrado