Veja o resumo da notícia
- Mercado imobiliário aposta em unidades compactas, locação de curta duração e foco no bem-estar para atender às novas demandas de moradia.
- Imóveis compactos ganham espaço nos lançamentos, atraindo investidores e consumidores que buscam eficiência, localização e praticidade.
- Crédito imobiliário acessível e demanda aquecida impulsionam as vendas, com novos formatos de moradia e gestão integrada.
- Expansão do mercado imobiliário é exemplificada pelo crescimento do VGV em Manaus, superando o volume do ano anterior.
- Moradia como serviço ganha relevância, combinando conveniência e tecnologia, com alta rotatividade, em mercados dinâmicos.
- Segmento estudantil em alta representa 15% das tendências, atendendo jovens urbanos com demandas recorrentes nas capitais.

Unidades compactas, modelos de short stay (locação de curta duração) e empreendimentos focados em bem-estar são algumas das grandes apostas do mercado imobiliário brasileiro para 2026. Um estudo da Housi indica que 53,8% do interesse do setor está em projetos de uso misto e de locação rápida. Outros 44% têm como foco o conceito de wellness, que associa moradia à qualidade de vida.
Segundo o levantamento, os imóveis compactos dominam a agenda de lançamentos em várias regiões do país. Eles atendem à busca por eficiência e localização estratégica, com maior liquidez para venda ou aluguel.
As unidades menores, estilo studio, são especialmente atrativos para investidores e consumidores que priorizam conveniência e praticidade.
Crédito e vendas aquecem o mercado nacional
O crédito imobiliário mais acessível e o fortalecimento da demanda impulsionam as vendas em nível nacional. Segundo a Housi, os novos formatos de moradia e os modelos de gestão integrada são fundamentais para manter o alto ritmo de absorção no mercado imobiliário.
“O Brasil está num momento extremamente positivo, com um mercado imobiliário sólido, crédito acessível e recursos para financiamento”, afirma Sérgio Avelino Filho, diretor comercial da Patter Incorporadora, ouvido pelo Jornal do Commercio.
Expansão impulsiona novos formatos
Manaus (AM) é exemplo do crescimento desse movimento. Dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM) mostram que o Valor Geral de Vendas (VGV) na capital chegou a R$ 2,738 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, superando o volume de 2024 (R$ 2,55 bilhões). No terceiro trimestre, foram R$ 1,124 bilhão em vendas, um aumento de 59% comparado ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, o conceito de moradia como serviço amplia sua relevância no cenário nacional. O modelo combina conveniência, tecnologia e operação contínua, com alto giro. Segundo o estudo da Housi, esses formatos são particularmente valorizados em mercados dinâmicos.
O segmento estudantil também segue em alta. Representando 15% das tendências mapeadas, atende jovens urbanos com demandas recorrentes e previsibilidade de receita, principalmente em capitais regionais.
*Com informações de Jornal do Commercio







