Veja o resumo da notícia

  • A participação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em lançamentos residenciais caiu 6,9% no interior paulista e Baixada Santista.
  • Nas vendas, o MCMV recuou 4,5% nessas regiões, com 13.768 unidades lançadas e 15.754 comercializadas no primeiro semestre.
  • Na capital paulista, a participação do MCMV em lançamentos cresceu de 60% para 68% em 12 meses até julho.
  • O mercado de alto padrão avança no interior, com empreendimentos de até R$ 20 mil por metro quadrado.
  • Na capital, médio e alto padrões enfrentam velocidade de vendas menor, e famílias de classe média são pressionadas pelo custo do crédito.
Minha Casa Minha Vida São Paulo
Pedro Truffi/iStock

O Minha Casa, Minha Vida continua sendo o principal vetor de expansão do mercado residencial novo na cidade de São Paulo, mas perdeu participação em 42 municípios do interior paulista e da Baixada Santista no primeiro semestre, destaca reportagem do Valor.

Pesquisa do Secovi-SP, elaborada pela Brain Inteligência Estratégica, mostra que 48,9% dos lançamentos nessas cidades estavam enquadrados no programa, queda de 6,9 pontos percentuais ante os 55,8% registrados no mesmo período de 2025.

Vendas caem menos e tíquete sobe

Nas vendas, a participação do MCMV no interior também recuou, mas em ritmo menor: caiu 4,5 pontos percentuais, para 45,6%. Em números absolutos, foram 13.768 unidades lançadas e 15.754 comercializadas pelo programa no primeiro semestre.

No conjunto do mercado dessas cidades, os lançamentos diminuíram 12% e as vendas de imóveis novos recuaram 2,8%. Mesmo assim, o valor das vendas avançou 17,6%, enquanto o valor dos lançamentos ficou praticamente estável. Isso sinaliza tíquete médio mais elevado e maior presença de produtos de padrão superior.

Capital depende cada vez mais do MCMV

Na capital paulista, a dinâmica é oposta. Nos 12 meses encerrados em julho, os lançamentos residenciais cresceram 18%, e a participação do MCMV passou de 60% para 68% do total. Os lançamentos enquadrados no programa avançaram 33%, enquanto outras categorias recuaram.

Nas vendas, o MCMV cresceu cerca de 20% em um ano, mas o mercado total ainda registrou queda de 2%. Dados do Secovi-SP divulgados em setembro também apontam forte participação do programa na capital e maior pressão sobre o médio e alto padrão.

Alto padrão avança no interior e crédito pesa na classe média

Segundo dirigentes do Secovi-SP citados pelo Valor, a mudança no interior também reflete o enriquecimento de algumas cidades. Há uma ampliação da oferta de empreendimentos de alto padrão, com produtos chegando a R$ 15 mil ou R$ 20 mil por metro quadrado.

Na capital, o médio e alto padrões enfrentam velocidade de vendas menor: o tempo médio de escoamento passou de 11 meses no fim de 2025 para 13 meses em julho. Ao mesmo tempo, famílias de classe média fora do MCMV continuam pressionadas pelo custo do crédito.

*Com informações do Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.