
O Produto Interno Bruto (PIB) da construção cresceu 2,9% no primeiro trimestre em comparação com os três últimos meses do ano passado, informou o IBGE. O dado mostra uma retomada do setor depois de uma queda de 2,4% no fim de 2025 e representa o maior avanço desde o último trimestre de 2023, período em que avançou 3,8%. A economia do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre, também uma recuperação após ficar praticamente estagnada no segundo semestre de 2025.
A série histórica do IBGE mostra que, no ano passado, o PIB da construção só mostrou taxa trimestral positiva entre julho e setembro, quando aumentou em 0,9%.
Entre os segmentos acompanhados pelo IBGE pela ótica do setor produtivo, o crescimento da construção nos três primeiros meses do ano perdeu apenas para a indústria extrativa, com avanço de 3,6%.
Para calcular o PIB da construção, o IBGE considera toda a cadeia do segmento, incluindo, por exemplo, a produção de insumos, e não somente a atividade de incorporação. Por isso, a construção é contabilizada como parte da indústria no PIB brasileiro.
O desempenho mais forte da construção, pelos cálculos do IBGE, coincide com o momento em que o programa Minha Casa Minha Venda sustenta as vendas do setor imobiliário, sendo responsável por 49% das operações no primeiro trimestre. No total, o mercado vendeu 110.722 unidades residenciais no período, alta de 4,1% frente a igual intervalo de 2025, mas queda de 2,6% ante o trimestre anterior, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Atividades imobiliárias
O PIB considera em seu cálculo o setor de serviços, incluindo atividades imobiliárias, que mostraram crescimento de 1,2% no primeiro trimestre, sempre em comparação com os três meses anteriores. A taxa de expansão do segmento também mostra aceleração em relação ao período recente e supera todas as leituras de 2025. Pela série histórica do IBGE, empata com o resultado do terceiro trimestre de 2023.
É esperado que o desempenho geral da construção puxe outras pontas da cadeia, como a intermediação de compra, venda e aluguel. No entanto, os dados do IBGE mostram que a atividade imobiliária tem crescimento mais constante do que a construção, com menor incidência de taxas negativas.







