Veja o resumo da notícia

  • O programa Minha Casa Minha Vida impulsionou 49% das vendas residenciais no primeiro trimestre.
  • O mercado imobiliário manteve estabilidade nas vendas totais, com leve crescimento anual.
  • Houve recuo nos lançamentos, mas o estoque atual é considerado normal para o setor.
  • O setor imobiliário expressa preocupações com ataques ao FGTS e aumento dos custos de construção.
  • Pesquisa indica aumento na intenção de compra de imóveis por brasileiros nos próximos 24 meses.
Minha Casa Minha Vida
CENAS BRASILEIRAS/iStock

O Programa MCMV (Minha Casa Minha Vida) respondeu por 49% das vendas residenciais no Brasil no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Foram 54.510 unidades comercializadas pelo programa no período. O resultado ocorreu mesmo com a taxa Selic em 14,5%, em um ambiente de crédito ainda restrito.

“O Minha Casa Minha Vida hoje não é apenas um programa popular. Ele se transformou também em um programa para a classe média”, afirmou Ely Wertheim, vice-presidente da área da Indústria Imobiliária da CBIC.

Mercado imobiliário mantém vendas estáveis

No total, o mercado vendeu 110.722 unidades no primeiro trimestre. O volume cresceu 4,1% frente ao mesmo período de 2025, mas caiu 2,6% ante o trimestre anterior.

“O pequeno recuo nas vendas não preocupa. No contexto atual, é praticamente estabilidade”, afirmou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP e conselheiro da CBIC.

Os lançamentos somaram 97.802 unidades entre janeiro e março. Houve queda de 4,9% na comparação anual e recuo de 32,1% frente ao quarto trimestre de 2025.

Lançamentos e estoque imobiliário

A oferta final chegou a 350.891 unidades, alta de 8,2% em 12 meses. Na comparação trimestral, houve queda de 3,5%.

Segundo a CBIC, o estoque atual seria consumido em cerca de 10 meses sem novos lançamentos. “Até 20 ou 24 meses é absolutamente normal para o setor. Portanto, não há excesso de estoque”, disse Wertheim.

FGTS e custos da construção preocupam setor

O MCMV representou cerca de 50% dos lançamentos do trimestre. Petrucci afirmou que, no país, o programa pode representar entre 65% e 70% do mercado residencial.

A participação varia por região: 83% dos lançamentos no Norte e apenas 18% no Sul.

A Brain Inteligência Estratégica mostrou que 49% dos brasileiros pretendem comprar imóvel nos próximos 24 meses, ante 44% no primeiro trimestre de 2025.

A CBIC também citou riscos de custos com materiais, Reforma Tributária e possível fim da escala 6×1. Mudanças trabalhistas podem elevar custos em até 10%.

“Os ataques ao FGTS são bastante nocivos e isso preocupa o setor de forma geral”, alertou Petrucci.

*Com informações do InfoMoney

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.