Veja o resumo da notícia

  • Anúncio de projeto habitacional em Campo Grande liderado por Roberto Justus, em meio a mudanças no mercado de aluguel e imobiliário.
  • Queda recente no valor do aluguel em Campo Grande após período de alta expressiva, mas preços ainda sob pressão.
  • Projeto da SteelCorp visa construção de casas populares com tecnologia inovadora e geração de empregos diretos.
  • Ampliação da oferta de moradias pode impactar preços e reduzir a disputa por aluguel, principalmente no longo prazo.
  • Impacto maior esperado nas famílias de menor renda, com possível retorno de imóveis ao mercado de aluguel.
  • Efeitos graduais do projeto devido a processos de licenciamento, aprovação e fases de construção, a partir de 2026.
casas populares Campo Grande aluguel
Divulgação/SteelCorp

Campo Grande (MS) deve receber até cinco mil casas populares em projeto liderado por Roberto Justus, sócio majoritário e CEO da SteelCorp. O anúncio do empreendimento ocorre após anos de alta no aluguel e em meio a sinais de desaceleração do mercado imobiliário. O impacto esperado sobre os preços tende a ser gradual e mais forte nas faixas populares, segundo dados do FipeZAP citados em reportagem do portal NSC Total.

Aluguel em Campo Grande

O valor médio do aluguel na capital fechou 2025 em R$ 31,74 por metro quadrado, com queda de 4,36% no ano. O recuo interrompeu um ciclo de três anos consecutivos de alta.

Apesar disso, os preços seguem pressionados. Entre 2022 e 2024, os aluguéis acumularam valorização superior a 60%. Em 2024, Campo Grande teve a segunda maior alta entre as capitais, com avanço de 26,55%.

A empresa de Justus prevê início das obras ainda neste ano e potencial de gerar cerca de 400 empregos diretos. A SteelCorp usa aço galvanizado e tecnologia Light Steel Frame na construção das residências.

Na lógica do mercado imobiliário, a entrada de novas moradias pode ampliar a oferta, reduzir a disputa por aluguel e conter novos aumentos. Ainda assim, o volume previsto não deve mudar o mercado de forma estrutural no curto prazo, diante do déficit habitacional da cidade.

Impacto nas faixas de menor renda

Como as unidades são voltadas à habitação popular, o principal efeito tende a ocorrer entre famílias de menor renda. Com a migração para a casa própria, parte dos imóveis alugados pode voltar ao mercado nas faixas mais baratas.

As mudanças, porém, não devem ser imediatas. Projetos desse porte exigem licenciamento, aprovação urbanística e obras realizadas em fases. Por isso, os efeitos tendem a aparecer de forma gradual, com entregas a partir de 2026.

*Com informações de NSC Total

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.