Veja o resumo da notícia
- São Paulo registra recorde de 317 mil apartamentos em construção, impulsionado por lançamentos entre 2023 e 2025.
- O ritmo de lançamentos se mantém elevado em 2026, com 39,5 mil unidades no primeiro quadrimestre e 141,8 mil em 12 meses.
- O programa Minha Casa, Minha Vida liderou em quantidade de imóveis em 2025, representando 61% dos lançamentos.
- Apesar da liderança em unidades, os imóveis fora do MCMV responderam por 71% do valor geral de vendas em São Paulo.
- Bairros nobres como Vila Mariana e Itaim Bibi concentram 35% dos lançamentos de médio e alto padrão.
- A capital paulista representou 31% dos lançamentos residenciais e 28% do VGV nacional em 2025.

A cidade de São Paulo está em ritmo acelerado de construção de imóveis. Segundo dados do Secovi-SP citados pelo Estadão, a cidade soma 317 mil unidades em construção, resultado da combinação entre 73 mil lançamentos em 2023; outros 104,4 mil em 2024; e outros 139,7 mil em 2025.
O cálculo considera o ciclo tradicional de cerca de 36 meses entre lançamento e entrega das chaves, ainda que grandes incorporadoras estejam alongando prazos em projetos mais altos e com maior número de unidades.
| Período | Unidades lançadas |
|---|---|
| 2023 | 73.000 |
| 2024 | 104.400 |
| 2025 | 139.700 |
| Janeiro–abril 2026 | 39.500 |
| Total em construção (estimado) | 317.000 |
Fonte: Secovi-SP, citado pelo Estadão. O total considera ciclo médio de 36 meses entre lançamento e entrega.
2026 mantém viés de alta
O ritmo não arrefeceu no início de 2026. Entre janeiro e abril, os lançamentos somaram 39,5 mil unidades, alta de 6% sobre o primeiro quadrimestre de 2025. No acumulado de 12 meses encerrado em abril, a capital chegou a 141,8 mil novos imóveis, média de 11,8 mil por mês, ou 388 apartamentos lançados por dia. O estoque em obra pode continuar elevado mesmo após a onda recente de entregas.
MCMV lidera em unidades, mas não em valor
Em quantidade, o Minha Casa, Minha Vida dominou o mercado paulistano em 2025: foram 85 mil imóveis econômicos, equivalentes a 61% dos lançamentos, contra 54 mil unidades de médio, alto e altíssimo padrão. A liderança se inverte quando o indicador é o valor geral de venda. Do VGV total de R$ 81,7 bilhões, os produtos fora do MCMV responderam por 71%, ou R$ 58,2 bilhões, enquanto o programa habitacional ficou com 29%, ou R$ 23,4 bilhões.
| Segmento | Unidades | % unidades | VGV (R$ bi) | % VGV |
|---|---|---|---|---|
| Minha Casa, Minha Vida | 85.000 | 61% | R$ 23,4 bi | 29% |
| Médio, alto e altíssimo padrão | 54.000 | 39% | R$ 58,2 bi | 71% |
| Total | 139.000 | 100% | R$ 81,7 bi | 100% |
Fonte: Secovi-SP (2025).
Bairros nobres concentram parte relevante do alto padrão
Entre os 54 mil apartamentos de médio e alto padrão lançados em 2025, cerca de 35% se concentraram em bairros nobres. Vila Mariana liderou, com 6,7 mil unidades, seguida por Itaim Bibi, com 5 mil, Pinheiros, com 3,5 mil, e Moema, com 3,4 mil. Sozinhos, esses quatro distritos reúnem 18,6 mil novos imóveis em fase de obras, reforçando a pressão simultânea sobre infraestrutura, tráfego, vizinhança e preço de terrenos.
| Bairro | Unidades lançadas |
|---|---|
| Vila Mariana | 6.700 |
| Itaim Bibi | 5.000 |
| Pinheiros | 3.500 |
| Moema | 3.400 |
| Total (4 bairros) | 18.600 |
Fonte: Secovi-SP (2025). Considera apenas lançamentos de médio, alto e altíssimo padrão.
Capital concentra fatia desproporcional do mercado nacional
O peso de São Paulo no mercado brasileiro também é expressivo. Em 2025, a capital respondeu por 31% das unidades residenciais lançadas no país, com 139,7 mil imóveis diante de 453 mil no total nacional medido pela CBIC.
Em VGV, os lançamentos paulistanos somaram R$ 81,7 bilhões, 28% dos R$ 292,3 bilhões registrados nas 221 cidades do indicador. Nas vendas, foram 113 mil apartamentos, 26% do total do país, com R$ 58,8 bilhões em VGV.
*Com informações de Estadão







