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Veja o resumo da notícia
- O valor da cota condominial é o principal foco de atrito na Assembleia Geral de Instalação, segundo pesquisa da Abrainc e Superlógica.
- Em 70% dos casos, a estimativa da taxa é apresentada ao morador apenas na assembleia, dificultando a discussão e absorção do impacto.
- A taxa condominial supera reclamações sobre atraso, vistoria ou entrega da obra e a escolha do síndico.
- O estudo ouviu 53 incorporadoras associadas à Abrainc, representando 45% das unidades lançadas no país.
- Administradoras entram nos projetos apenas cerca de três meses antes da entrega em 44% dos casos, ou até no dia da assembleia.
- A antecipação da entrada da administradora permite testar custos, ajustar contratos e dimensionar equipes.
- O período entre a assembleia de instalação e os 90 dias seguintes concentra conflitos sobre regras de uso e garantias.
- Uma previsão condominial realista, apresentada antes da venda, reduz surpresas financeiras e protege a reputação do empreendimento.

Depois da compra e da espera pelas chaves, a primeira surpresa pode aparecer na Assembleia Geral de Instalação, quando o condomínio é formalmente constituído e seu orçamento inicial é aprovado. Em pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e pela Superlógica, 65% das incorporadoras apontaram o valor da cota condominial como o principal foco de atrito nessa etapa. Em 33% dos casos, a estimativa da taxa só é apresentada ao morador na própria assembleia, quando há pouco espaço para absorver ou discutir o impacto no orçamento familiar.
A taxa condominial supera reclamações sobre atraso, vistoria ou entrega da obra (60%), e a escolha do síndico (53%).
Levantamento retrata a visão das incorporadoras
O estudo ouviu 53 das 96 incorporadoras associadas à Abrainc, que representam R$ 90 bilhões em Valor Geral de Vendas e cerca de 45% das unidades lançadas no país. Entre os respondentes, 87% ocupavam cargos de coordenação, gestão ou diretoria. Os percentuais, portanto, medem a percepção de profissionais envolvidos na implantação dos empreendimentos. Ainda assim, o alcance das empresas consultadas ajuda a dimensionar um problema recorrente do pós-entrega.
Administradora ainda entra perto da entrega
As administradoras, em 44% das vezes, entram nos projetos só cerca de três meses antes da entrega. Em alguns casos, a entrada acontece no dia da assembleia. Um terço dos respondentes (34%) avalia que a administradora deveria entrar ainda na concepção do produto.
A antecipação permite testar o custo operacional das áreas comuns, ajustar contratos de manutenção, dimensionar equipes e confrontar promessas comerciais com o orçamento que será sustentado pelos moradores.
Primeiros 90 dias exigem comunicação
O período entre a assembleia de instalação e os 90 dias seguintes concentra conflitos entre moradores, síndico, administradora e incorporadora. Além do valor da cota, surgem dúvidas sobre regras de uso, garantias, pendências de obra, contratos e responsabilidades.
Para o setor, o dado reforça que a entrega das chaves não encerra a jornada do cliente. Uma previsão condominial realista, apresentada antes da venda e atualizada até a implantação, reduz surpresa financeira e protege a reputação do empreendimento.
*Com informações de Valor Investe







