Veja o resumo da notícia
- Famílias brasileiras têm atrasado o pagamento da taxa de condomínio, usando-a como linha de crédito informal devido a orçamentos apertados.
- A inadimplência em taxas condominiais superou 12% no primeiro semestre de 2026, com a região Norte apresentando a maior taxa.
- O atraso nos pagamentos reduz os recursos do condomínio, podendo levar a rateios extras ou aumento da contribuição para quem paga em dia.
- A multa por atraso é limitada a 2% do débito, mas os juros podem variar conforme a convenção do condomínio ou juros legais.
- Condôminos inadimplentes perdem o direito de voto e, em casos extremos, o imóvel pode ser levado a leilão para quitar a dívida.

Com o orçamento apertado, algumas famílias passaram a escolher quais contas pagar primeiro. Como o rotativo do cartão supera 400% ao ano, a taxa de condomínio pode parecer uma dívida menos onerosa e funcionar, na prática, como uma linha de crédito informal. A dívida pode ser mais barata que o cartão, mas está longe de ser inofensiva e deve ser negociada antes de se acumular.
Dívida mais barata não significa dívida segura
O Código Civil limita a multa por atraso a 2% do débito, além da correção monetária. Os juros moratórios seguem o que estiver previsto na convenção; se não houver regra, aplicam-se os juros legais do artigo 406. Portanto, a referência de 1% ao mês não é um teto universal. Além dos encargos, o condômino perde o direito de votar enquanto estiver inadimplente. Se a cobrança avançar para execução e a dívida não for paga, o imóvel pode ser levado a leilão.
Inadimplência supera 12% no semestre
No primeiro semestre de 2026, 12,50% das taxas condominiais estavam atrasadas havia mais de 30 dias, segundo levantamento da uCondo citado pela Exame. O índice era de 9,72% no primeiro semestre de 2022 e chegou a 11,95% no mesmo período de 2025. A região Norte apresentou a maior taxa regional, de 19,09%; seguida por Nordeste, com 12,71%; e Sudeste, com 12,28%.
A conta se espalha pelo condomínio
O atraso do pagamento reduz os recursos disponíveis para limpeza, manutenção, segurança, água, energia e contratos terceirizados. Na base de mais de mil condomínios da Pontual Garantidora, impontualidade e inadimplência somavam 22%; débitos acima de 30 dias representavam cerca de 16%. Como as despesas comuns continuam, a administração pode precisar reforçar o orçamento, aprovar rateios extras ou elevar a contribuição futura de quem paga em dia.
*Com informações de Exame







