Veja o resumo da notícia

  • Imóveis novos para a classe média atingem o menor espaço no mercado das capitais, representando 18,9% dos lançamentos.
  • Juros altos e outras dívidas reduzem a capacidade de compra das famílias com renda entre R$ 10 mil e R$ 30 mil.
  • Custos de materiais, serviços e terrenos empurram incorporadoras para lançamentos de baixo e alto padrão.
  • Medidas de estímulo como o Minha Casa, Minha Vida têm alcance parcial, com lentidão nas contratações da faixa 4.
  • O setor propôs reduzir juros e ampliar a faixa 4 do programa, mas o Ministério das Cidades ainda não se manifestou.
imóveis de classe média
Ranimiro Lotufo Neto/iStock

Os imóveis novos voltados à classe média chegaram ao menor espaço já registrado no mercado das capitais. Unidades entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões representam 18,9% dos lançamentos e 24,1% das vendas, segundo a Brain Inteligência Imobiliária. O segmento, que já respondeu por mais da metade das unidades comercializadas no país, vem perdendo participação há quatro anos.

Juros e dívidas reduzem a capacidade de compra

O produto atende, em geral, famílias com renda mensal entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. Esse público costuma pagar de 20% a 30% de entrada e financiar o restante. Por isso, o custo do crédito afeta diretamente o valor das parcelas. Cálculos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) indicam que cada alta de 1 ponto percentual nos juros retira cerca de 1,3 milhão de pessoas do mercado potencial. Ao mesmo tempo, outras dívidas comprometem a renda e dificultam a aprovação do financiamento.

Custos empurram incorporadoras para as pontas

Materiais, serviços, mão de obra, terrenos e outorgas também encareceram os projetos. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) aponta alta média de 16% nos preços dos imóveis das principais capitais em 12 meses.

Diante dessa equação, incorporadoras reduziram ou interromperam lançamentos de médio padrão. A Setin, por exemplo, deixou de desenvolver em São Paulo unidades de dois ou três dormitórios entre R$ 600 mil e R$ 800 mil. Empresas têm concentrado a produção no Minha Casa, Minha Vida, apoiado por juros subsidiados, e no alto padrão, menos dependente de financiamento.

Medidas de estímulo ainda têm alcance parcial

A faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, com juros de 10% ao ano. As contratações, porém, avançam lentamente. O setor propôs reduzir em 1 ponto percentual os juros das faixas 3 e 4 e ampliar a faixa 4 para renda de até R$ 21 mil e imóveis de até R$ 1,2 milhão. O Ministério das Cidades ainda não se manifestou sobre a sugestão do setor. O novo modelo de crédito lançado pelo governo ampliou o volume financiado, mas as taxas permanecem entre 12% e 14% ao ano.

*Com informações de UOL / Estadão Conteúdo

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.