Veja o resumo da notícia

  • A Gafisa negocia com investidores uma injeção de recursos para concluir obras, com dívida associada de R$ 500 milhões.
  • A proposta prevê aporte direto nas SPEs de cada empreendimento, separando-o da dívida corporativa da Gafisa.
  • Seis obras concentram os problemas, incluindo residenciais no Rio de Janeiro e São Paulo com atrasos e paralisações.
  • Distratos e multas por atraso reduzem a atratividade de alguns projetos, limitando o interesse dos investidores.
  • A dívida total da Gafisa somava R$ 1,6 bilhão no 1º trimestre de 2026, com R$ 672 milhões vencendo até dezembro do mesmo ano.
  • A companhia homologou aumento de capital de R$ 200,87 milhões e teve o Hotel Praia Ipanema transferido a um credor.
  • A Gafisa também negocia participações em shoppings e propôs um novo grupamento de ações após queda de 98% em 12 meses.
Gafisa obras atrasadas
Divulgação

A Gafisa negocia com investidores uma injeção de recursos para concluir obras, segundo apuração da Coluna do Broadcast, do Estadão. A dívida associada aos projetos gira em torno de R$ 500 milhões, de acordo com fontes ouvidas pela publicação.

A proposta prevê que o dinheiro entre diretamente nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de cada empreendimento. Dessa forma, o aporte ficaria separado da dívida corporativa. Em troca, o investidor poderia receber participação nas sociedades ou um conjunto de apartamentos.

Seis obras concentram os problemas

A incorporadora mantém seis obras abertas. No Rio de Janeiro, o residencial We Sorocaba, em Botafogo, está parado desde 2025 e teve a entrega adiada três vezes, segundo a reportagem. O Canto, na região do Arpoador, enfrenta situação semelhante.

Em São Paulo, o Evolve Vila Mariana deveria ter sido entregue em 2025, mas a obra também parou. Os empreendimentos Invert Campo Belo e Vinci Moema acumulam reclamações de compradores sobre atrasos e comunicação.

O sexto canteiro é o Allard Oscar Freire, nos Jardins. A companhia deixou de divulgar publicamente a evolução de suas obras, e a reportagem não obteve informações sobre o estágio atual do projeto.

Passivos limitam o interesse

A Gafisa busca há meses uma solução para financiar as conclusões. Entretanto, distratos e multas por atraso reduzem a atratividade de alguns projetos. Por isso, as conversas podem se concentrar em dois ou três empreendimentos considerados viáveis.

Esse recorte permitiria avançar em parte das entregas, mas não resolveria toda a carteira. A companhia informou ao Estadão que não concederia entrevista por estar em período de silêncio.

Dívida de curto prazo aumenta a pressão

No balanço do primeiro trimestre de 2026, a dívida total somava R$ 1,6 bilhão, enquanto os recursos em caixa alcançavam R$ 306 milhões. Do endividamento, R$ 672 milhões venciam até dezembro de 2026 e R$ 697 milhões até o fim de 2027.

Em junho, a companhia homologou um aumento de capital de R$ 200,87 milhões, realizado principalmente por meio da capitalização de créditos de prestadores de serviços, fornecedores e detentores de títulos. Em agosto, uma decisão judicial transferiu o Hotel Praia Ipanema, avaliado em R$ 223,1 milhões, a um credor.

A Gafisa também negocia participações nos shoppings Fashion Mall e Jardim Guadalupe, no Rio de Janeiro. Na bolsa, a ação acumulava queda próxima de 98% em 12 meses no início de setembro e era negociada perto de R$ 0,20. A empresa propôs um novo grupamento de ações.

*Com informações de Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.