Veja o resumo da notícia

  • O Conselho Curador do FGTS aprovou um aumento de R$ 500 milhões no orçamento para subsídio do Minha Casa Minha Vida.
  • O total para subsídios na compra de imóveis pelo programa em 2026 atinge R$ 13 bilhões.
  • A medida visa garantir recursos suficientes para o programa até o fim do ano, mantendo uma folga orçamentária.
  • Cerca de 60,6% dos R$ 12,5 bilhões previstos anteriormente já foram consumidos de janeiro a agosto.
  • Mais de 200 mil famílias foram beneficiadas até julho, com expectativa de 376 mil até o fim de 2026.
  • O subsídio do Minha Casa Minha Vida é destinado às Faixas 1 e 2, com renda familiar de até R$ 5 mil.
  • O valor do subsídio pode chegar a R$ 55 mil nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, e R$ 65 mil na região Norte.
  • Dos R$ 145,5 bilhões do orçamento do FGTS para moradia em 2026, R$ 84,2 bilhões já foram contratados.
Até julho, mais de 200 mil famílias haviam sido beneficiadas com desconto na compra de imóvel
Até julho, mais de 200 mil famílias haviam sido beneficiadas com desconto na compra de imóvel

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira, 10, aumento de R$ 500 milhões no orçamento reservado para subsídio na compra de imóvel pelo Minha Casa Minha Vida, elevando o total previsto neste ano para R$ 13 bilhões.

A medida traz mais segurança para que o programa tenha recursos suficientes até o fim do ano. “É importante manter uma certa folga para que não falta recurso e exista flexibilidade para fazer algum tipo de ajuste”, afirmou o diretor do ministério da Cidades, Johnny Ferreira dos Santos, durante reunião com os conselheiros do FGTS.

A revisão do orçamento anual do FGTS é um mecanismo previsto em legislação conforme a execução dos recursos avance. Dos R$ 12,5 bilhões previstos anteriormente, 60,6% ou R$ 7,5 bilhões já foram consumidos de janeiro a agosto, conforme balanço apresentado durante a reunião do conselho. A cifra pode crescer, porque as operações realizadas nos últimos dias de agosto ainda estão sendo contabilizadas.

O diretor do ministério das Cidades salientou que o acréscimo de R$ 500 milhões em subsídios foi realizado para atender à demanda específica deste ano e, por ora, não deve valer para o orçamento de 2027 do FGTS, ainda em discussão, mas que parte do patamar de R$ 12,5 bilhões.

Até julho, mais de 200 mil famílias haviam sido beneficiadas com desconto na compra de imóvel e a expectativa é que esse número chegue ao fim de 2026 a um total de 376 mil.

O subsídio ou desconto na compra de um imóvel pelo programa Minha Casa Minha Vida vale apenas para a Faixa 1, para famílias com renda até R$ 3,2 mil, e para a Faixa 2, destinada ao estrato seguinte, com renda entre R$ 4,7 mil e R$ 5 mil. A quantia liberada depende de análise individual para cada comprador, mas pode chegar a um teto de R$ 55 mil nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste ou de R$ 65 mil na região Norte. Também existem programas regionais de habitação que podem ser combinados ao Minha Casa, como o Casa Paulista.

Dos R$ 145,5 bilhões previstos no orçamento do FGTS para moradia em 2026, R$ 84,2 bilhões ou 58,3% já foram contratados. A maior execução está nos recursos para habitações populares, com empenho de R$ 79,4 bilhões ou 63,3%. Já a verba de R$ 15 bilhões destinada ao financiamento imobiliário da classe média teve gasto de R$ 4 bilhões ou 26,8%.

E a linha pró-cotista teve apenas 19% do orçamento gasto, ou R$ 759 milhões de R$ 4 bilhões. Este tipo de financiamento possui taxas de juros intermediárias entre o Minha Casa Minha Vida e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), em torno de 9% ao ano.

Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.