Veja o resumo da notícia
- O preço médio do aluguel residencial subiu 0,55% em agosto, desacelerando em relação a julho e junho.
- Os aluguéis acumulam alta de 6,56% em 2026, superando a inflação oficial (IPCA) e o IGP-M.
- Campo Grande lidera a valorização acumulada no ano entre as capitais, com alta de 16,25% no aluguel.
- Natal e Aracaju ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente, no ranking de valorização anual.
- Rio de Janeiro registrou alta de 11,04% no ano, enquanto São Paulo avançou 4,27% no mesmo período.
- São Paulo possui o maior preço médio de locação por metro quadrado entre as capitais monitoradas.
- A rentabilidade média projetada do aluguel residencial manteve-se estável em 6,14% ao ano em agosto.

O preço médio do aluguel residencial subiu 0,55% em agosto, segundo o índice FipeZap. O resultado representa uma nova desaceleração, depois de altas de 0,70% em julho e de 0,81% em junho.
Mesmo com o ritmo menor, os preços de aluguel residencial mantiveram o avanço em um mês marcado por deflações nos índices de preços. O IPCA recuou 0,32% em agosto, enquanto o IGP-M, índice de referência para reajustes de contratos de aluguel, caiu 0,22%.
Com o resultado de agosto, os aluguéis acumulam alta de 6,56% em 2026, de 5,97% até julho. O desempenho está levemente abaixo do que em igual período de 2025 (+6,83%), mas supera a inflação oficial, medida pelo IPCA, que acumula alta de 3,11% no ano, e o IGP-M, com avanço de 1,85%.
O índice FipeZap acompanha os preços anunciados para novos aluguéis residenciais. Portanto, a variação medida não corresponde aos reajustes aplicados aos contratos vigentes de locação.
Campo Grande assume liderança entre as capitais
A principal mudança no ranking das capitais entre julho e agosto ocorreu no topo. Campo Grande passou a liderar a valorização acumulada no ano, com alta de 16,25% no aluguel residencial. Em julho, a cidade estava na segunda posição, com avanço de 11,95%.
Natal também ganhou posições e ocupa agora o segundo lugar, com alta de 13,84% no ano. Aracaju, que liderava o ranking até julho, passou à terceira posição, com valorização acumulada de 13,57%.
Fortaleza aparece com avanço de 12,32% e o Rio de Janeiro completa o top 5, com alta de 11,04% desde janeiro (veja mais abaixo).
Na análise mensal, Vitória registrou a maior variação, de 4,01% em agosto, seguida por Campo Grande (+3,85%) e Natal (+2,82%). No outro extremo, Aracaju teve queda de 2,20%, o que explica a perda de posições no acumulado do ano.
No total, 27 das 36 cidades monitoradas pelo FipeZap tiveram aumento nos preços de locação em agosto. Entre as capitais, foram 16 altas e seis quedas.
Rio sobe 11% no ano; São Paulo avança 4,27%
Rio de Janeiro e São Paulo mantiveram comportamentos distintos no aluguel residencial no acumulado de 2026.
Na capital fluminense, os preços anunciados para novos aluguéis subiram 0,99% em agosto e a valorização acumulada passou de 9,94% para 11,04%.
Em São Paulo, o avanço mensal foi mais moderado, de 0,29%. A alta acumulada passou de 3,97% até julho para 4,27% até agosto.
As duas cidades permanecem entre as capitais com os maiores preços médios de locação. São Paulo registra R$ 65,36 por metro quadrado, o maior valor entre as 22 capitais monitoradas. O Rio de Janeiro aparece em quarto lugar, com R$ 61,40 por metro quadrado.
Aluguel residencial: alta acumulada de janeiro a agosto 2026
- Campo Grande (MS): +16,25%
- Natal (RN): +13,84%
- Aracaju (SE): +13,57%
- Fortaleza (CE): +12,32%
- Rio de Janeiro (RJ): +11,04%
- Manaus (AM): +10,87%
- Vitória (ES): +9,57%
- Teresina (PI): +9,52%
- Índice FipeZap: +6,56%
- João Pessoa (PB): +6,32%
- Brasília (DF): +6,09%
- Recife (PE): +5,82%
- Porto Alegre (RS): +5,69%
- Goiânia (GO): +5,59%
- Curitiba (PR): +5,58%
- Cuiabá (MT): +5,16%
- Salvador (BA): +5,04%
- Belo Horizonte (MG): +4,91%
- São Paulo (SP): +4,27%
- IPCA (IBGE): +3,11%
- Maceió (AL): +2,16%
- Florianópolis (SC): +1,62%
- São Luís (MA): +0,27%
- Belém (PA): +0,27%
Rentabilidade do aluguel permanece estável
A rentabilidade média projetada do aluguel residencial ficou em 6,14% ao ano em agosto, exatamente o mesmo percentual de julho.
Os imóveis de um dormitório continuam apresentando o maior retorno projetado, de 6,77% ao ano. Já as unidades com quatro ou mais dormitórios registram rentabilidade de 4,85%.
Apesar da estabilidade em relação a julho, a rentabilidade projetada dos aluguéis permanece abaixo da taxa de juros real de referência estimada para os próximos 12 meses.







