Veja o resumo da notícia
- O mercado residencial de novas unidades em São Paulo expandiu em julho de 2026, com vendas de 10.301 unidades.
- Os lançamentos somaram 8,3 mil unidades, um crescimento anual de 45,9%, segundo pesquisa do Secovi-SP.
- No acumulado de 12 meses, as vendas aumentaram 6%, enquanto os lançamentos avançaram 18%, para 146,3 mil.
- O estoque disponível de imóveis subiu 42% em um ano, atingindo 90,6 mil unidades, a maioria na planta ou em obras.
- O programa Minha Casa, Minha Vida responde por 69% das unidades comercializadas e 68% dos lançamentos.
- Fora do MCMV, as vendas de médio e alto padrão recuaram 18% em 12 meses, e os lançamentos caíram 5%.
- O estoque do MCMV atende oito meses de vendas, enquanto o dos demais segmentos equivale a 13 meses.

O mercado residencial de novas unidades da cidade de São Paulo registrou forte expansão em julho de 2026. As vendas chegaram a 10.301 unidades, alta de 67,4% sobre o mesmo mês de 2025, segundo a Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário do Secovi-SP. Os lançamentos somaram 8,3 mil unidades, crescimento anual de 45,9%. A velocidade de vendas ficou em 56,3%, abaixo dos 62,5% observados um ano antes.
Oferta cresce mais rápido em 12 meses
No acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026, as vendas aumentaram 6% e alcançaram 118,1 mil unidades. Os lançamentos avançaram 18%, para 146,3 mil. Como a oferta nova cresceu acima da comercialização, o estoque disponível subiu 42% em um ano e chegou a 90,6 mil unidades. Quase todo esse volume está na planta ou em obras.
MCMV responde por quase 70% do mercado
O Minha Casa, Minha Vida continua como principal motor do setor na capital. O programa respondeu por 81,7 mil vendas nos 12 meses, alta de 22%, e passou a representar 69% das unidades comercializadas. Nos lançamentos, o MCMV alcançou 99,6 mil unidades, crescimento de 33% e participação de 68% no total.
Médio e alto padrão sentem os juros
Fora do programa habitacional, o cenário foi mais fraco. As vendas de médio e alto padrão recuaram 18% em 12 meses, para 36,5 mil unidades. Os lançamentos caíram 5%, para 46,7 mil.
No ritmo atual, o estoque do MCMV atenderia oito meses de vendas, patamar estável. Já o estoque dos demais segmentos equivale a 13 meses, ante 11 meses em dezembro, sinal de absorção mais lenta sob juros elevados.
*Com informações de CNN Brasil / Estadão Conteúdo







