Veja o resumo da noticia

  • A MRV&Co aumentou sua equipe própria de vendas nos últimos nove meses para elevar o volume comercializado e a geração de caixa.
  • O número de corretores próprios da MRV subiu de 2,9 mil para 4 mil, com meta de 6 mil até o fim do ano.
  • A companhia estima que a equipe própria será responsável por 60% das vendas em 2024, mantendo o canal de imobiliárias estável.
  • A MRV busca aumentar a geração de caixa após repassar menos unidades à Caixa Econômica Federal do que construiu em 2023.
  • A meta é crescer as vendas em mais de um dígito neste ano e igualar o volume de repasses ao de construção até 2026.
  • A empresa também implementa medidas para elevar a margem bruta, como compra de terrenos por permutas e aumento de preços.
  • A margem bruta consolidada da MRV atingiu 31% no primeiro trimestre, com ambição de ser novamente um tier 1 de rentabilidade.
MRV reforça equipe própria de corretores
Divulgação

A MRV&Co voltou a aumentar sua equipe própria de vendas nos últimos nove meses como parte de uma estratégia para elevar o volume comercializado e melhorar a geração de caixa. A mudança ocorre após a incorporadora reduzir o time há dois anos, durante um processo de turnaround.

Segundo o CEO Rafael Menin, a estratégia anterior “funcionou por um tempo, mas já não funciona mais”, disse ao Metro Quadrado. “Com mais corretores dentro de casa, conseguimos ter mais controle sobre os processos.”

Corretores próprios ganham peso nas vendas da MRV

O número de corretores próprios da MRV passou de 2,9 mil para 4 mil nos últimos nove meses. No mesmo período, o total de gerentes subiu de 180 para 300.

A meta da companhia é encerrar o ano com 6 mil corretores e 330 gerentes. Com isso, a MRV estima que a equipe própria responda por 60% das vendas neste ano.

Entre 2023 e 2024, essa participação chegou a 40%. Antes do turnaround, o patamar era de 65%.

A empresa afirma que não pretende reduzir as vendas feitas por imobiliárias. A meta é manter esse canal estável e ampliar o volume total com corretores próprios.

Geração de caixa e repasses à Caixa Econômica Federal

A mudança integra um esforço maior para aumentar a geração de caixa. No ano passado, a MRV construiu 41 mil unidades, mas repassou (e recebeu recursos por) só 35 mil à Caixa Econômica Federal.

“Como construímos mais do que repassamos, não geramos caixa, a despeito da nossa margem estar subindo, e com isso o mercado nos penalizou”, disse o CEO.

Menin afirma que a meta é crescer as vendas em mais de um dígito neste ano e elevar a VSO (vendas sobre estoque). Para 2026, o mínimo é igualar o volume de repasses ao de construção.

Margem bruta e mercado imobiliário

O reforço comercial se soma a medidas para elevar a margem bruta. A MRV tem comprado terrenos por permutas, priorizado projetos em áreas planas e aumentado preços acima da inflação.

A companhia estima que a margem bruta das novas vendas poderá atingir 35%. No primeiro trimestre, a margem bruta consolidada ficou em 31%, acima dos 25,9% registrados dois anos antes.

“Nossa ambição é ser novamente um tier 1 de rentabilidade e retorno ao capital, além de manter a escala diferenciada que temos, como a maior construtora da América Latina em VGV e receita”, disse Menin. Segundo o executivo, a rentabilidade está “ok”, mas “ok não basta para nós”.

*Com informações do Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.