Veja o resumo da noticia

  • Mercado imobiliário do Rio de Janeiro apresenta bairros caros com imóveis de alto padrão e studios, refletindo alta liquidez.
  • Imóveis maiores destacam-se em Joá, Leblon e Ipanema, com varandas e preços elevados, concentrados na Zona Sul.
  • Studios valorizados na Gávea, Leme e Copacabana devido à demanda intensa e escassez de oferta, elevando o m².
  • Levantamento da Loft analisou anúncios para entender a dinâmica de compra e venda de imóveis na capital fluminense.
  • Rio tem 'ilhas premium' e busca por compactos, mostrando resiliência do mercado com diferentes perfis aquecidos.
Vista aérea do Rio de Janeiro, com praias e prédios da Zona Sul
Foto: R.M. Nunes/iStock

Os bairros mais caros para comprar imóveis no Rio de Janeiro concentram tanto unidades amplas de alto padrão quanto studios disputados em regiões de alta liquidez. Na capital fluminense, imóveis residenciais com mais de 125 m² já apresentam tíquetes médios acima de R$ 5 milhões, enquanto studios de até 30 m² chegam a R$ 835 mil, impulsionados pela escassez de oferta e pela localização privilegiada.

Entre os imóveis maiores, o destaque fica para os bairros conhecidos pelas chamadas “varandas com cartão-postal”. Joá lidera o ranking, com tíquete médio de R$ 9,7 milhões, seguido por Leblon (R$ 6,1 milhões) e Ipanema (R$ 5,5 milhões). Também figuram entre os endereços mais caros da cidade Jardim Botânico, Barra da Tijuca, Lagoa e Gávea, reforçando a concentração do alto padrão em áreas consolidadas da Zona Sul e da orla.

Já no recorte dos studios de até 30 m², os maiores valores aparecem em bairros com demanda intensa e pouca disponibilidade de imóveis. Gávea lidera, com tíquete médio de R$ 835 mil, seguida por Leme (R$ 560 mil), Copacabana (R$ 512 mil) e Jardim Botânico (R$ 424 mil). São regiões bem localizadas, onde cada metro quadrado tende a ser altamente valorizado.

Os dados fazem parte de um levantamento que analisou 77 mil anúncios ativos entre agosto e outubro de 2025, considerando apenas bairros com pelo menos 20 anúncios no período, o que garante maior consistência aos resultados.

A pesquisa é realizada pela Loft, empresa de tecnologia voltada ao mercado imobiliário, que acompanha a dinâmica de compra e venda em diferentes capitais brasileiras.

“No recorte dos imóveis maiores, predominam bairros com vocação histórica para o alto padrão, onde foi possível comprar unidades amplas no período”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

“Já entre os studios, há um equilíbrio entre boa localização e oferta muito escassa, o que faz cada metro quadrado custar caro. É o que ocorre com imóveis na Gávea, no Leme e no Flamengo”, completa.

Segundo Takahashi, o Rio mantém uma dinâmica própria no mercado residencial. “É uma cidade de ‘ilhas premium’ ao lado de áreas onde a busca por imóveis compactos é gigantesca. Mesmo com juros elevados, o mercado segue resiliente, com diferentes perfis de imóveis aquecidos”, conclui.

Os bairros com maior tíquete médio — imóveis acima de 125 m²

BairroTíquete médio (R$)Tamanho médio (m²)
Joá9.735.045700
Leblon6.193.263216
Ipanema5.535.860211
Jardim Botânico4.955.599369
Barra da Tijuca4.427.163312
Urca4.247.358320
São Conrado4.026.501326
Lagoa4.005.101219
Gávea3.882.487324
Leme3.497.344237

Fonte: Loft, com base nos dados dos anúncios nas principais plataformas digitais.

Os bairros com maior tíquete médio — imóveis até 30 m²

BairroTíquete médio (R$)Tamanho médio (m²)
Gávea834.91429
Leme559.85926
Copacabana511.67727
Jardim Botânico423.83826
Flamengo410.80125
Laranjeiras352.45925
Glória345.07825
Catete330.24326
Jacarepaguá311.43627
Centro227.90825

Fonte: Loft, com base nos dados dos anúncios nas principais plataformas digitais.

Time Portas

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.