Veja o resumo da noticia
- Aumento da demanda por imóveis de alto padrão para locação temporária impulsionado por multinacionais chinesas na zona sul de São Paulo.
- JFL Living registra um salto significativo na proporção de locatários a trabalho, com destaque para o crescimento da ocupação por asiáticos.
- Concentração de empresas chinesas no corredor entre Vila Olímpia e Chucri Zaidan, influenciando a ocupação do edifício AV.NU.
- Consultoria Newmark destaca a preferência chinesa por edifícios de alto padrão em localizações estratégicas, impactando preços.
- Expansão da JFL para outras áreas, como a Avenida Rebouças e a Alameda Lorena, visando atender à crescente demanda do mercado.

A instalação de multinacionais chinesas na zona sul de São Paulo elevou a demanda por imóveis residenciais de alto padrão para locação temporária. A JFL Living viu a proporção de locatários a trabalho saltar de 15% para quase 50% em um ano, segundo Lucas Cardozo, diretor de operações da empresa, afirmou à Exame.
A companhia opera cinco prédios com 600 unidades no modelo multifamily, voltado exclusivamente à locação de longo prazo a partir de um mês. A empresa mantém taxa média de ocupação de 88% e contratos com duração média de nove meses.
Concentração de empresas asiáticas
No edifício AV.NU, na Chácara Santo Antônio, 86 das 161 unidades estão alugadas para chineses. Considerando moradores de outros países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul e Índia, chega a 58% da ocupação.
“A gente surfou muito essa onda, principalmente no AV.NU. Isso reflete como a parceria com chineses e asiáticos de forma geral tem sido um dos grandes vetores de crescimento da JFL no último ano”, afirma Cardozo.
Localização estratégica
Análise da consultoria Newmark feita a pedido da Exame mostra que as principais empresas chinesas se concentram no corredor entre Vila Olímpia e Chucri Zaidan, num raio de até 3 quilômetros. A BYD ocupa o Morumbi Corporate, a Keeta e a Huawei estão num mesmo condomínio na Chácara Santo Antônio e a Shein, na Avenida Faria Lima.
“A demanda chinesa se concentra em edifícios de alto padrão e localizações prime, contribuindo para a sustentação dos preços”, explica Mariana Hanania, da Newmark. A JFL também expande para a Avenida Rebouças, onde tem 160 apartamentos, e constrói um sexto edifício na Alameda Lorena, com entrega em 2027.
*Com informações da Exame

