Fundos imobiliários
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Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) registraram alta de 21,1% em 2025, após acumularem queda superior a 5% em 2024. Os dados são do iFix, índice da bolsa de valores que mede o desempenho do setor.

A recuperação foi impulsionada pelo aquecimento do mercado imobiliário, com ocupação recorde de galpões logísticos e menor vacância de escritórios em São Paulo em cinco anos, com a redução do regime home office.

“O mercado imobiliário apresentou indicadores muito consistentes, como queda na taxa de vacância, baixo nível de inadimplência e aumento do valor de aluguel em diversas regiões primárias”, analisa Isabella Almeida, gestora de fundos imobiliários da Rio Bravo Investimentos, para a IstoÉ Dinheiro.

FIIs de papel lideram rendimento de dividendos

Entre os fundos com maior dividend yield (rendimento de dividendo) em 2025, destacam-se os FIIs de papel, que investem em outros ativos financeiros do setor imobiliário, como CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Os primeiros colocados, CACR11 e KORE11, registraram dividend yield de 20,20% e 20,10%, respectivamente.

Esses fundos se beneficiam de juros elevados. Desde maio de 2024, a Selic, a taxa básica de juros do país, está em 15%, maior patamar desde 2006.

Fundos de logística se destacam

Os chamados fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis, tiveram destaque no setor de consumo. “Fundos de logística, varejo e alguns híbridos apareceram com dividend yields elevados, refletindo contratos bem estruturados, baixa vacância e reajustes inflacionários ao longo do ano”, afirma Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

O GZIT11, focado em galpões, ocupou a terceira posição do ranking de 2025, com dividend yield de 20,10%.

Expectativas para 2026

Com perspectiva de cortes na taxa básica de juros em 2026, especialistas projetam mais um bom ano para os FIIs. “Caso o cenário de desaceleração inflacionária e queda gradual dos juros se confirme, os FIIs tendem a se beneficiar tanto pela manutenção de rendimentos elevados quanto pela potencial valorização das cotas”, diz Lima.

Almeida destaca que as cotas de fundos de tijolo estão entre as que estão mais baratas em relação aos valores. “Os FIIs corporativos, por exemplo, atualmente negociam com um desconto médio próximo a 26%“, afirma.

Os especialistas recomendam análise minuciosa antes de investir. Além dos resultados em anos anteriores, é preciso avaliar a qualidade dos ativos, a solidez dos contratos, o perfil dos inquilinos e a gestão do fundo.

*Com informações da IstoÉ Dinheiro