Veja o resumo da noticia

  • Pesquisa revela: maioria dos moradores de BH que planejam comprar imóvel em 2026 fará sua primeira aquisição, com destaque para os jovens.
  • Jovens (18 a 34 anos) lideram a intenção de compra, seguidos pela classe C, indicando um mercado imobiliário aquecido em diferentes faixas etárias.
  • Moradores buscam novos imóveis motivados pela necessidade de mudança, procura por melhor localização e transformações familiares recentes.
  • Aumento do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) pode ter impactado positivamente a decisão de compra da classe média em BH.
Primeiro imóvel em Belo Horizonte
Cristian Lourenço/iStock

Mais da metade dos moradores de Belo Horizonte que planejam comprar um imóvel no primeiro semestre de 2026 vão adquirir o primeiro bem. Pesquisa da Loft em parceria com a Offerwise aponta que 54% dos entrevistados estão entrando no mercado imobiliário, mostrou reportagem do Diário do Comércio.

O levantamento foi realizado entre 10 de outubro e 3 de novembro de 2025, com 1.400 entrevistas online representativas da população com 18 anos ou mais.

Jovens lideram intenção de compra

A intenção de compra se concentra entre os mais jovens: 61% da faixa entre 18 e 24 anos planejam adquirir um imóvel nos próximos seis meses. Na faixa de 25 a 34 anos, o percentual é de 58%. Entre 35 e 44 anos, metade indica intenção de compra.

“Chama a atenção o percentual de pessoas com 45 anos ou mais que está se preparando para comprar o primeiro imóvel”, afirma Fábio Takahashi, gerente de Dados da Loft. Entre 45 e 54 anos, 60% planejam a compra, e 33% das pessoas com 55 anos ou mais têm a mesma intenção.

Classe C lidera demanda

O recorte por renda mostra maior intenção entre famílias da classe C, com 70% planejando adquirir o primeiro imóvel. Nas classes D e E, o índice é de 64%. Entre consumidores das classes A e B, os percentuais são de 24% e 41%, respectivamente.

“O aumento do teto do Sistema Financeiro de Habitação, atualmente fixado em R$ 2,25 milhões, pode ter impactado a decisão da classe média”, explica Takahashi. Pessoas solteiras, viúvas ou separadas representam 63% dos entrevistados com intenção de compra.

As principais motivações são a necessidade de mudar do imóvel atual (66%) ea busca por uma localização diferente (66%). Mudanças familiares, como separação ou filhos, motivam 57% dos entrevistados.

*Com informações do Diário do Comércio