Veja o resumo da noticia

  • Terra Prime Capital inova no mercado imobiliário com pré-incorporação de projetos.
  • A empresa já investiu R$18 milhões em terrenos para empreendimentos em SC.
  • O modelo é impulsionado pela valorização e características do mercado catarinense.
  • Operação ocorre via Sociedades em Conta de Participação com investidores.
  • A pré-incorporação oferece maior potencial de retorno financeiro anual.
  • Riscos associados incluem aprovações, liquidez e flutuações do mercado.
  • Há foco em regiões secundárias de SC para multiplicação de capital.
pré-incorporação imobiliária
Philip Hoeppli/iStock

A Terra Prime Capital quer antecipar o relacionamento do investidor com o mercado imobiliário, na chamada pré-incorporação. Se, hoje, as pessoas compram imóveis prontos ou na planta, a empresa quer fazer negócios ainda na fase do terreno e da estruturação inicial do projeto, noticia a Exame.

Com esse conceito, em um ano, a empresa adquiriu pouco mais de R$ 18 milhões em participação de terrenos ligados a quatro projetos, um na região de Balneário Camboriú e três no Sul catarinense. Juntas, as áreas somam 250 mil m² e os empreendimentos previstos alcançam R$ 1,9 bilhão em VGV.

Santa Catarina sustenta modelo de negócio

A estratégia se apoia na força do mercado catarinense, que combina escassez de terrenos, migração populacional, alta renda e valorização do metro quadrado. Segundo levantamento da Senior Sistemas com dados da Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), Santa Catarina foi destaque no Sul em 2025, com alta de 14,4% no VGV e avanço de 8,5% nas unidades comercializadas. Para a Terra Prime, esse contexto abre espaço para capturar valor antes da incorporação formal.

SCP dá acesso ao ciclo inicial

O modelo funciona por meio de Sociedades em Conta de Participação. A Terra Prime atua como sócia ostensiva, responsável pela execução e estruturação dos projetos, enquanto investidores entram como sócios participantes e compartilham os resultados financeiros.

Segundo o CEO Fernando Kennedy, a pré-incorporação concentra parte relevante da valorização: imóveis prontos renderiam de 5% a 10% ao ano, unidades na planta, de 10% a 15%, a incorporação até 25%, e o terreno de 30% a 40% ao ano.

Atrasos estão entre os riscos

A promessa de retorno maior vem acompanhada de riscos proporcionais. Licenciamento ambiental, mudanças em regras municipais, atrasos de aprovação, liquidez limitada e oscilações de mercado podem afetar o cronograma e a rentabilidade.

A própria empresa reconhece que o principal risco está no desenvolvimento do projeto. Ainda assim, aposta que regiões secundárias do Sul catarinense, com metro quadrado mais baixo que Balneário Camboriú, oferecem maior potencial de multiplicação de capital.

*Com informações de EXAME

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.