Veja o resumo da notícia
- A vacância de escritórios de alto padrão em São Paulo atingiu o menor nível em 17 anos, com aluguéis de até R$ 400/m².
- Regiões como Faria Lima e Itaim Bibi têm vacância de 8%, enquanto outras áreas chegam a 14%.
- Polos como Berrini e Chucri Zaidan oferecem preços até 71% menores, atraindo empresas em busca de eficiência.
- Empresas combinam prestígio na Faria Lima com a transferência de equipes operacionais para locais de menor custo.
- A decisão de mudança considera mobilidade e qualidade dos edifícios, além do preço.
- A demanda por espaço está crescendo, com a metragem média por funcionário retornando para cerca de 9 m².

A vacância dos escritórios de alto padrão em São Paulo atingiu o menor nível em 17 anos. Na Faria Lima e no Itaim Bibi, aluguéis pedidos chegam a R$ 400 por m² em ativos específicos. Segundo a Newmark, Faria Lima, Pinheiros, Itaim Bibi, JK e Vila Olímpia concentram 2,8 milhões de m² de escritórios e têm vacância de 8%, ante 14% nas demais regiões monitoradas.
Desconto abre espaço para novos polos
Na Berrini, os preços médios pedidos ficam entre 67% e 71% abaixo dos valores do eixo Faria Lima-Itaim-JK. Na Chucri Zaidan, a diferença varia de 60% a 65%. A Chucri lidera a absorção líquida acumulada entre os principais eixos corporativos desde 2020, segundo a Newmark. A Berrini registrou absorção líquida positiva de 5.704 m² no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Cushman & Wakefield. Em Pinheiros, o aluguel pedido chegou a R$ 180 por m² no segundo trimestre.
Empresas combinam prestígio e eficiência
O movimento não significa uma saída completa da Faria Lima. Companhias podem manter presidência e diretoria no endereço mais valorizado e transferir equipes operacionais para áreas com menor custo. A estratégia permite ampliar espaço sem abandonar o efeito institucional do polo premium. Mudança, obras, mobiliário, tecnologia e sobreposição de contratos, porém, podem consumir parte da economia.
Mobilidade e qualidade entram na decisão
Preço isolado não define a escolha. A proximidade do transporte público influencia contratação e retenção, enquanto edifícios mais novos entregam eficiência, padrão técnico e melhores ambientes de trabalho. A futura Linha 17-Ouro tende a reforçar a acessibilidade da Berrini e da Chucri Zaidan.
Demanda por espaço volta a crescer
A metragem média por funcionário, que chegou perto de 6,5 m² em alguns casos, começa a retornar para cerca de 9 m², segundo a F.Reis. Em vez de apenas reduzir área, algumas empresas ampliam o espaço para colaboração, convivência e saúde. A Colliers estima 244 mil m² de escritórios Classe A+ e A em construção na cidade, distribuídos por seis eixos corporativos. Consultorias ouvidas pela Folha avaliam que o cenário exige seleção de ativos, sem indicar excesso generalizado de oferta.
*Com informações de Folha de S.Paulo







