Veja o resumo da notícia

  • O custo médio de condomínio subiu 25,8% entre 2025 e 2026 nas principais cidades brasileiras, passando de R$ 385 para R$ 484.
  • Nova Lima (MG) lidera o ranking das cidades com condomínio mais caro, atingindo R$ 1.018 por mês em 2026.
  • Guarulhos (SP) registrou o maior crescimento nacional, com alta de 79,5% no valor do condomínio.
  • Cidades médias e regiões metropolitanas apresentaram crescimento mais acelerado do que as grandes capitais.
  • O valor do condomínio varia mais entre bairros e regiões do que entre capitais e cidades menores, exigindo simulação de custo total.
Brooklin, São Paulo, saiba os preços dos condomínios no Brasil
Stefan Lambauer - iStock

O custo médio de condomínio subiu entre as principais cidades brasileiras no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, analisou mais de 1,5 milhão de anúncios de imóveis residenciais nas principais plataformas digitais em 52 cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste — de capitais a municípios médios do interior e das regiões metropolitanas.

Para os rankings a seguir, foram consideradas as 37 cidades com pelo menos 2.000 anúncios ativos tanto em 2025 quanto em 2026, de sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás — volume mínimo necessário para uma comparação consistente entre praças de tamanhos muito diferentes.

“O valor do condomínio é um custo muitas vezes subestimado na decisão de compra ou locação, mas que pesa no orçamento mensal de forma recorrente. Quando olhamos para o Brasil como um todo, fica claro que a alta não é um fenômeno isolado de São Paulo ou do Rio: cidades médias em expansão, como Guarulhos e Itajaí, e destinos de segunda residência, como Balneário Camboriú, também aparecem entre as maiores altas do país”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

O condomínio médio entre as 37 cidades passou de R$ 385 para R$ 484 na comparação entre 2025 e 2026 — alta de 25,8%.

As 10 cidades com o condomínio mais caro do Brasil

Nova Lima (MG) lidera o ranking, com condomínio médio de R$ 1.018 por mês em 2026, alta de 11,5% frente ao ano anterior — reflexo do padrão dos condomínios da região metropolitana de Belo Horizonte, com unidades maiores e mais infraestrutura de lazer. Santana de Parnaíba (SP), no entorno de Alphaville, aparece em segundo lugar (R$ 986), seguida por Bertioga (SP, R$ 901), impulsionada por empreendimentos de segunda residência à beira-mar.

Rio de Janeiro e São Paulo, as duas maiores capitais da amostra, aparecem na 10ª e na 5ª posição, com condomínios médios de R$ 620 e R$ 842 — abaixo de cidades menores e mais nobres do entorno das capitais, como Nova Lima, Santana de Parnaíba e Niterói.

O ranking mistura justamente esse perfil de cidade de alto padrão do entorno metropolitano com destinos litorâneos como Bertioga e Balneário Camboriú, reflexo de imóveis maiores e empreendimentos com mais infraestrutura.

#CidadeUFCond. médio 2025Cond. médio 2026Variação
1Nova LimaMGR$ 913R$ 1.018+11,5%
2Santana de ParnaíbaSPR$ 929R$ 986+6,1%
3BertiogaSPR$ 659R$ 901+36,8%
4NiteróiRJR$ 694R$ 856+23,3%
5São PauloSPR$ 727R$ 842+15,7%
6BarueriSPR$ 609R$ 791+29,8%
7Balneário CamboriúSCR$ 423R$ 661+56,4%
8CampinasSPR$ 547R$ 656+20,0%
9ValinhosSPR$ 578R$ 633+9,7%
10Rio de JaneiroRJR$ 568R$ 620+9,2%

Fonte: Loft, com base em anúncios nas principais plataformas digitais no Brasil.

As 10 cidades com maior crescimento no custo de condomínio

Guarulhos (SP) lidera o crescimento nacional, com alta de 79,5% no valor do condomínio, saindo de R$ 210 para R$ 377 em média. Itajaí (SC, +70,5%) e Balneário Camboriú (SC, +56,4%) completam o pódio — Balneário Camboriú, aliás, aparece nas duas listas: já está entre as dez cidades com condomínio mais caro do país e também entre as que mais crescem, sinal de um mercado premium em plena valorização.

O ranking de maior crescimento é dominado por cidades industriais e da região metropolitana das grandes capitais — Guarulhos e Diadema na Grande São Paulo, Betim na Grande Belo Horizonte, São Gonçalo na Grande Rio —, mas chama atenção a presença de três cidades do Rio Grande do Sul entre as dez (São Leopoldo, Cachoeirinha e Capão da Canoa), sinal de que a valorização também avança com força na região metropolitana de Porto Alegre e no litoral gaúcho. Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, também aparece na lista, com alta de 47,1%.

#CidadeUFCond. médio 2025Cond. médio 2026Variação
1GuarulhosSPR$ 210R$ 377+79,5%
2ItajaíSCR$ 293R$ 500+70,5%
3Balneário CamboriúSCR$ 423R$ 661+56,4%
4São LeopoldoRSR$ 220R$ 327+48,5%
5CachoeirinhaRSR$ 202R$ 299+48,4%
6Capão da CanoaRSR$ 377R$ 557+47,8%
7Belo HorizonteMGR$ 250R$ 368+47,1%
8BetimMGR$ 186R$ 273+46,6%
9DiademaSPR$ 194R$ 278+43,2%
10São GonçaloRJR$ 222R$ 315+41,6%

Fonte: Loft, com base em anúncios nas principais plataformas digitais no Brasil.

Capitais crescem mais devagar que cidades médias e regiões metropolitanas

Um padrão se repete nos dois rankings: São Paulo e Rio de Janeiro, apesar do custo de condomínio elevado em termos absolutos, crescem mais devagar (+15,7% e +9,2%) do que cidades menores do entorno metropolitano ou de outras regiões do país. Isso sugere que o movimento de alta de condomínio no Brasil está menos concentrado nas grandes capitais — que já têm um estoque mais maduro e consolidado — e mais espalhado por cidades médias em expansão, seja pela chegada de empreendimentos verticais novos (caso de Guarulhos, Betim e Diadema), seja pela valorização de mercados de segunda residência (caso de Balneário Camboriú e Bertioga).

O que isso muda para quem está comprando ou alugando

Os dados reforçam um ponto que vale para qualquer cidade do país: o valor do condomínio varia muito mais entre bairros e regiões metropolitanas do que entre capitais e cidades menores — e nem sempre a cidade mais cara para comprar um imóvel é a que tem o condomínio mais caro. Antes de decidir onde morar, vale simular o custo total mensal (aluguel ou parcela + condomínio + IPTU) e comparar cidades e bairros específicos, não só a média da capital mais próxima. Para o detalhamento bairro a bairro, veja os rankings completos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Perguntas frequentes

Qual é a cidade com o condomínio mais caro do Brasil em 2026?

Nova Lima (MG), com condomínio médio de R$ 1.018 por mês, seguida por Santana de Parnaíba (SP, R$ 986) e Bertioga (SP, R$ 901).

Quanto subiu o valor médio do condomínio no Brasil em 2026?

Entre as 37 cidades analisadas com volume mínimo de anúncios, o condomínio médio subiu 25,8%, passando de R$ 385 em 2025 para R$ 484 em 2026, segundo levantamento da Loft.

Qual cidade teve a maior alta no valor do condomínio?

Guarulhos (SP) teve a maior alta entre as cidades analisadas, de 79,5%, com o condomínio médio saindo de R$ 210 para R$ 377.

São Paulo ou Rio de Janeiro têm o condomínio mais caro do Brasil?

Não. Entre as cidades analisadas, São Paulo aparece na 5ª posição (R$ 842) e o Rio de Janeiro na 10ª (R$ 620) — atrás de cidades menores e mais nobres do entorno metropolitano, como Nova Lima (MG) e Santana de Parnaíba (SP).

Metodologia

O levantamento considera anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram comparados os anúncios ativos entre janeiro e julho de 2025 e de 2026 em 52 cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O valor do condomínio de cada bairro corresponde à média ponderada pelo volume de anúncios entre os meses do período; o valor de cada cidade corresponde à média simples entre os bairros que a compõem — o mesmo critério utilizado nos recortes de São Paulo e Rio de Janeiro, o que torna os três levantamentos comparáveis entre si.

Registros de condomínio acima de R$ 5.000 por mês, cerca de 0,2% da base bruta, foram tratados como inconsistências de coleta, tipicamente o valor do imóvel preenchido por engano no campo de condomínio, e excluídos do cálculo.

Para os rankings, foram consideradas as 37 cidades com ao menos 2.000 anúncios ativos tanto em 2025 quanto em 2026 e com bairros identificados individualmente pelo crawler. O panorama geral corresponde à média simples entre essas 37 cidades. Para o ranking de maior crescimento, foram adicionalmente excluídas cidades com condomínio médio abaixo de R$ 150 em 2025, critério para filtrar casos em que a entrada de poucos empreendimentos novos distorce a variação percentual, tornando-a incomparável com cidades que já tinham esse custo consolidado no estoque.

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.