Veja o resumo da notícia
- O condomínio médio em São Paulo subiu 14,4% no primeiro semestre de 2026, atingindo R$ 843.
- Jardim Europa lidera o ranking dos bairros mais caros, com condomínio médio de R$ 3.117 por mês.
- Morumbi registrou a maior alta entre os bairros mais caros, com aumento de 20,4% no período.
- Vila Formosa lidera o ranking de crescimento, com alta de 59,0%, passando de R$ 531 para R$ 845.
- A verticalização em bairros periféricos impulsiona o aumento do condomínio em regiões sem esse encargo.
- É essencial simular o custo total mensal (aluguel/parcela + condomínio + IPTU) antes de decidir onde morar.

Quem está comprando ou alugando um imóvel em São Paulo sabe: o valor do condomínio pode pesar tanto quanto o aluguel ou a parcela do financiamento — e vem pesando mais a cada ano. Segundo um levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, o condomínio médio na cidade subiu 14,4% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, saindo de R$ 736 para R$ 843.
O estudo analisou mais de 700 mil anúncios de imóveis residenciais nas principais plataformas digitais de São Paulo e mapeou o custo médio do condomínio em cada bairro — e é aí que aparecem as maiores desigualdades da cidade.
“O valor do condomínio é um custo muitas vezes subestimado na decisão de compra ou locação, mas que pesa no orçamento mensal de forma recorrente. Quando comparamos o valor médio entre os bairros, o dado revela desigualdades importantes em São Paulo. De um lado, bairros como Jardim Europa e Higienópolis já cobram mais de R$ 2.700 por mês; de outro, a expansão vertical em regiões mais periféricas traz esse custo para áreas que historicamente não tinham esse encargo”, explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Os 10 bairros com o condomínio mais caro de São Paulo
Jardim Europa lidera o ranking, com condomínio médio de R$ 3.117 por mês em 2026 — alta de 14,3% em relação a 2025. Higienópolis aparece em seguida, com R$ 2.722, seguido por Jardim América (R$ 2.490).
Os dez bairros mais caros formam um corredor concentrado na Zona Oeste e na Zona Sul, indo de Higienópolis a Alto de Pinheiros e passando por Jardim América, Vila Nova Conceição, Itaim Bibi e Jardim Paulista — os endereços mais tradicionais do alto padrão paulistano.
Um destaque à parte é o Morumbi, que registrou a maior alta entre os dez bairros mais caros (+20,4%), puxada pela valorização de empreendimentos de alto padrão lançados recentemente na região.
| # | Bairro | Condomínio médio 2025 | Condomínio médio 2026 | Variação | Área média 2026 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Jardim Europa | R$ 2.728 | R$ 3.117 | +14,3% | 243 m² |
| 2 | Higienópolis | R$ 2.605 | R$ 2.722 | +4,5% | 188 m² |
| 3 | Jardim América | R$ 2.448 | R$ 2.490 | +1,7% | 156 m² |
| 4 | Vila Nova Conceição | R$ 2.289 | R$ 2.232 | -2,5% | 169 m² |
| 5 | Itaim Bibi | R$ 2.055 | R$ 2.151 | +4,6% | 132 m² |
| 6 | Morumbi | R$ 1.770 | R$ 2.131 | +20,4% | 310 m² |
| 7 | Jardim Paulistano | R$ 2.089 | R$ 2.117 | +1,3% | 223 m² |
| 8 | Jardim Paulista | R$ 2.067 | R$ 2.040 | -1,3% | 140 m² |
| 9 | Paraíso | R$ 2.028 | R$ 1.992 | -1,7% | 152 m² |
| 10 | Alto de Pinheiros | R$ 1.371 | R$ 1.887 | +37,6% | 314 m² |
Fonte: Loft, com base em anúncios nas principais plataformas digitais em São Paulo.
Os 10 bairros onde o condomínio mais subiu
Se o ranking de valor absoluto é dominado pelos bairros nobres tradicionais, o ranking de crescimento conta outra história: a da verticalização avançando sobre regiões que, até pouco tempo, eram dominadas por casas e sobrados — imóveis que, em geral, não têm taxa de condomínio.
Vila Formosa lidera esse ranking com alta de 59,0%, saindo de R$ 531 para R$ 845 em média — já próximo da média da cidade. Logo atrás vêm Vila Maria (+55,6%) e Alto de Pinheiros (+37,6%), que fecham o pódio.
Chama atenção que a maioria dos bairros dessa lista é periférica ou intermediária — mas Alto de Pinheiros e Sumaré aparecem como representantes do alto padrão, com condomínios médios acima de R$ 1.300, sinal de que a valorização também segue forte nos bairros nobres.
| # | Bairro | Condomínio médio 2025 | Condomínio médio 2026 | Variação | Área média 2026 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Vila Formosa | R$ 531 | R$ 845 | +59,0% | 143 m² |
| 2 | Vila Maria | R$ 407 | R$ 633 | +55,6% | 148 m² |
| 3 | Alto de Pinheiros | R$ 1.371 | R$ 1.887 | +37,6% | 314 m² |
| 4 | Vila Prudente | R$ 431 | R$ 589 | +36,5% | 122 m² |
| 5 | Campo Limpo | R$ 428 | R$ 563 | +31,7% | 87 m² |
| 6 | Sumaré | R$ 1.416 | R$ 1.820 | +28,6% | 192 m² |
| 7 | São Domingos | R$ 526 | R$ 672 | +27,6% | 177 m² |
| 8 | Jardim Marajoara | R$ 709 | R$ 901 | +27,1% | 147 m² |
| 9 | São Lucas | R$ 403 | R$ 509 | +26,4% | 105 m² |
| 10 | Vila Sônia | R$ 801 | R$ 990 | +23,5% | 145 m² |
Fonte: Loft, com base em anúncios nas principais plataformas digitais em São Paulo.
Por que o condomínio sobe mais rápido na periferia
O movimento não é exatamente uma alta de taxas em prédios já existentes — é a chegada de um tipo de produto novo a bairros que antes não tinham esse custo. A concentração de bairros da Zona Leste e da periferia sul nesse ranking reflete um fenômeno estrutural: novos empreendimentos verticais estão sendo lançados nessas regiões, impulsionados por programas habitacionais e pela expansão do crédito imobiliário. Como esses imóveis cobram condomínio — algo raro no estoque de casas e sobrados que historicamente domina essas áreas — o custo médio da região sobe, mesmo sem reajuste nos edifícios antigos.
Em Vila Maria, Vila Prudente, Campo Limpo, São Domingos e São Lucas, o valor médio do condomínio ainda está abaixo da média da cidade (R$ 843), o que sugere que esse movimento de verticalização está apenas no começo. Já em Vila Formosa, o valor médio praticamente alcançou a média paulistana — sinal de que ali a verticalização avança em ritmo mais acelerado.
O que isso muda para quem está comprando ou alugando
O valor do condomínio costuma entrar como uma conta secundária na hora de fechar negócio, mas ele se soma todo mês ao aluguel ou à parcela do financiamento — e, como mostram os dados, pode variar de menos de R$ 500 a mais de R$ 3 mil dependendo do bairro. Antes de decidir onde morar, vale simular o custo total mensal (aluguel ou parcela + condomínio + IPTU) e não apenas o valor anunciado do imóvel.
Perguntas frequentes
Qual é o bairro com o condomínio mais caro de São Paulo em 2026? Jardim Europa, com condomínio médio de R$ 3.117 por mês, seguido por Higienópolis (R$ 2.722) e Jardim América (R$ 2.490).
Quanto subiu o valor médio do condomínio em São Paulo em 2026? O condomínio médio da cidade subiu 14,4%, passando de R$ 736 em 2025 para R$ 843 em 2026, segundo levantamento da Loft.
Qual bairro teve a maior alta no valor do condomínio? Vila Formosa teve a maior alta entre os bairros analisados, de 59,0%, com o condomínio médio saindo de R$ 531 para R$ 845.
Por que o condomínio está subindo mais na periferia de São Paulo? Porque bairros periféricos estão recebendo novos empreendimentos verticais — que cobram condomínio — em áreas antes dominadas por casas e sobrados, que normalmente não têm essa taxa.
Metodologia
O levantamento considera anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram comparados os anúncios ativos entre janeiro e julho de 2025 e de 2026 em São Paulo. O valor do condomínio de cada bairro corresponde à média ponderada pelo volume de anúncios no período.
Para o ranking dos bairros mais caros, foram considerados bairros com ao menos 1.000 anúncios ativos em 2026. Para o ranking de maior crescimento, foram considerados bairros com ao menos 1.000 anúncios ativos nos dois períodos e condomínio médio acima de R$ 300 em 2025 — critério adotado para filtrar casos em que a entrada de novos empreendimentos com condomínio distorce a variação percentual, tornando-a incomparável com bairros que já tinham esse custo consolidado no estoque.







