Veja o resumo da notícia

  • O custo médio do condomínio no Rio de Janeiro subiu 8,8% no primeiro semestre de 2026, atingindo R$ 622.
  • A Lagoa lidera o ranking dos bairros mais caros, com condomínio médio de R$ 2.293 e alta de 11,7% em 2026.
  • Copacabana registrou a maior alta entre os bairros mais caros, com aumento de 15,8% no valor do condomínio.
  • Taquara lidera o ranking de crescimento, com alta de 25,8%, passando de R$ 483 para R$ 608 em média.
  • O aumento no Rio combina a chegada de novos empreendimentos em bairros periféricos e a valorização em áreas maduras.
  • O valor do condomínio pode representar uma fatia relevante do custo mensal de moradia, exigindo simulação de custo total.
Leblon, um dos bairros com condomínio mais caro do Rio de Janeiro
Imagem: Cid Guedes/iStock

O custo do condomínio pesa cada vez mais no bolso de quem mora ou está de olho em um imóvel no Rio de Janeiro. Segundo um levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, o condomínio médio na cidade subiu 8,8% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, saindo de R$ 572 para R$ 622.

O estudo analisou mais de 400 mil anúncios de imóveis residenciais nas principais plataformas digitais do Rio e mapeou o custo médio do condomínio em cada bairro — revelando um movimento diferente do observado em São Paulo.

“O valor do condomínio é um custo muitas vezes subestimado na decisão de compra ou locação, mas que pesa no orçamento mensal de forma recorrente. No Rio, o dado mostra um movimento diferente do observado em outras capitais: a alta não vem só da periferia, mas também dos bairros já mais valorizados, como Copacabana, Barra da Tijuca e Ipanema, que combinam grande volume de estoque com aumento real de custo”, explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

Os 10 bairros com o condomínio mais caro do Rio de Janeiro

Lagoa lidera o ranking, com condomínio médio de R$ 2.293 por mês em 2026 — alta de 11,7% em relação a 2025. Ipanema aparece em segundo lugar, com R$ 2.091, seguido de perto por Barra da Tijuca (R$ 2.070).

Os dez bairros mais caros da cidade estão concentrados na Zona Sul, com uma exceção: Barra da Tijuca e seu entorno (Jardim Oceânico), na Zona Oeste, que também aparecem entre os mais caros graças aos empreendimentos de alto padrão da região.

Um destaque à parte é Copacabana, que registrou a maior alta entre os dez bairros mais caros (+15,8%) — um movimento notável para um bairro já consolidado e com grande volume de estoque no mercado.

#BairroCondomínio médio 2025Condomínio médio 2026VariaçãoÁrea média 2026
1LagoaR$ 2.053R$ 2.293+11,7%158 m²
2IpanemaR$ 1.857R$ 2.091+12,6%132 m²
3Barra da TijucaR$ 1.838R$ 2.070+12,6%191 m²
4Barra da Tijuca: Jardim OceânicoR$ 1.877R$ 1.984+5,7%184 m²
5LeblonR$ 1.825R$ 1.970+7,9%128 m²
6GáveaR$ 1.553R$ 1.734+11,6%183 m²
7Jardim BotânicoR$ 1.370R$ 1.454+6,1%169 m²
8CopacabanaR$ 1.232R$ 1.426+15,8%120 m²
9FlamengoR$ 1.197R$ 1.333+11,3%129 m²
10HumaitáR$ 1.278R$ 1.267-0,9%109 m²

Fonte: Loft, com base em anúncios nas principais plataformas digitais no Rio de Janeiro.

Os 10 bairros onde o condomínio mais subiu

Taquara lidera o ranking de crescimento, com alta de 25,8%, saindo de R$ 483 para R$ 608 em média. Jacarepaguá (+20,8%) e Tijuca (+18,5%) completam o pódio.

O ranking carioca de crescimento mistura dois perfis bem diferentes: de um lado, bairros periféricos ou intermediários como Taquara, Jacarepaguá, Tijuca, Andaraí, Méier e Freguesia; de outro, endereços já consolidados e valorizados, como Copacabana, Barra da Tijuca e Ipanema, que aparecem entre os dez com altas de dois dígitos mesmo partindo de uma base de condomínio já elevada.

#BairroCondomínio médio 2025Condomínio médio 2026VariaçãoÁrea média 2026
1TaquaraR$ 483R$ 608+25,8%109 m²
2JacarepaguáR$ 875R$ 1.057+20,8%107 m²
3TijucaR$ 1.008R$ 1.194+18,5%112 m²
4AndaraíR$ 809R$ 940+16,2%99 m²
5CopacabanaR$ 1.232R$ 1.426+15,8%120 m²
6CateteR$ 705R$ 815+15,7%75 m²
7Barra da TijucaR$ 1.838R$ 2.070+12,6%191 m²
8IpanemaR$ 1.857R$ 2.091+12,6%132 m²
9MéierR$ 711R$ 799+12,5%105 m²
10Freguesia (Jacarepaguá)R$ 888R$ 994+11,9%133 m²

Fonte: Loft, com base em anúncios nas principais plataformas digitais no Rio de Janeiro.

Dois movimentos diferentes puxando a alta no Rio

No Rio de Janeiro, o aumento do custo de condomínio combina dois fenômenos distintos. Em bairros como Taquara, Jacarepaguá, Andaraí, Méier e Freguesia, a chegada de novos empreendimentos verticais incorpora ao estoque imóveis que cobram condomínio — o mesmo movimento estrutural observado na periferia de outras capitais.

Já em Copacabana, Barra da Tijuca e Ipanema, a alta reflete a valorização de um mercado já maduro, com aumento real de taxas em edifícios existentes e forte volume de anúncios ativos — ou seja, não é a chegada de produtos novos, mas o próprio custo de manter os condomínios já existentes que está subindo.

Em Taquara, Jacarepaguá, Andaraí e Méier, os valores ainda ficam bem abaixo da média da cidade (R$ 622), sugerindo que ainda há espaço para esse movimento de verticalização continuar nos próximos anos.

O que isso muda para quem está comprando ou alugando

Assim como em São Paulo, o valor do condomínio no Rio pode representar uma fatia relevante do custo mensal de morar em determinado bairro — de R$ 608 em Taquara a mais de R$ 2.200 na Lagoa. Antes de fechar negócio, vale simular o custo total mensal (aluguel ou parcela + condomínio + IPTU), especialmente em bairros de alto padrão como os da Zona Sul, onde o condomínio já ultrapassa R$ 1.200 em quase todos os endereços mais procurados.

Perguntas frequentes

Qual é o bairro com o condomínio mais caro do Rio de Janeiro em 2026? Lagoa, com condomínio médio de R$ 2.293 por mês, seguido por Ipanema (R$ 2.091) e Barra da Tijuca (R$ 2.070).

Quanto subiu o valor médio do condomínio no Rio de Janeiro em 2026? O condomínio médio da cidade subiu 8,8%, passando de R$ 572 em 2025 para R$ 622 em 2026, segundo levantamento da Loft.

Qual bairro teve a maior alta no valor do condomínio no Rio? Taquara teve a maior alta entre os bairros analisados, de 25,8%, com o condomínio médio saindo de R$ 483 para R$ 608.

Por que o condomínio subiu tanto em Copacabana, mesmo sendo um bairro já consolidado? Porque, diferente da periferia — onde a alta vem da chegada de novos prédios —, em Copacabana o aumento reflete reajustes reais nas taxas de condomínio de edifícios já existentes, em um mercado com grande volume de anúncios ativos.

Metodologia

O levantamento considera anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram comparados os anúncios ativos entre janeiro e julho de 2025 e de 2026 no Rio de Janeiro. O valor do condomínio de cada bairro corresponde à média ponderada pelo volume de anúncios no período.

Para o ranking dos bairros mais caros, foram considerados bairros com ao menos 1.000 anúncios ativos em 2026. Para o ranking de maior crescimento, foram considerados bairros com ao menos 1.000 anúncios ativos nos dois períodos e condomínio médio acima de R$ 300 em 2025 — critério adotado para filtrar casos em que a entrada de novos empreendimentos com condomínio distorce a variação percentual, tornando-a incomparável com bairros que já tinham esse custo consolidado no estoque.

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.