Veja o resumo da noticia

  • A inflação na construção civil voltou a ganhar força devido ao conflito no Irã, impactando custos.
  • Materiais e equipamentos tiveram aumento significativo, o maior desde junho de 2022.
  • Combustível, frete e insumos impulsionam a escalada de custos, gerando preocupação setorial.
  • O índice de preço de insumos atingiu patamar elevado, superando expectativas iniciais para o ano.
  • O custo de materiais rapidamente se tornou a principal preocupação dos empresários do setor.
  • A projeção de crescimento da construção civil para 2026 foi revisada para baixo pela CBIC.
  • Empresas enfrentam risco de descasamento entre custos, preço final e repasse aos consumidores.
Jirapong Manustrong/iStock
Jirapong Manustrong/iStock

A inflação da construção civil voltou a ganhar força com o agravamento do conflito no Irã, reacendendo no setor uma memória ainda recente do choque de custos da pandemia. No INCC-M, a categoria de materiais e equipamentos saiu de alta de 0,28% em março para 1,4% em abril, no maior avanço mensal desde junho de 2022, destaca reportagem do Metro Quadrado.

Combustível, frete e insumos puxam a escalada

Segundo Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o movimento já provoca preocupação na administração de contratos e se aproxima, em intensidade, do estresse vivido durante a crise sanitária.

A CBIC também informou que seu índice de preço médio dos insumos fechou março em 68,4 pontos, o maior patamar desde o segundo trimestre de 2022 e acima dos 61,6 pontos do último trimestre de 2025.

Custo de material sobe na agenda de preocupação

A entidade atribui a aceleração ao impacto do conflito no Oriente Médio sobre petróleo, combustíveis, frete e outros insumos industriais. Para a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, esse aumento de custos não era esperado para o início do ano e passa a pressionar um setor que já convive há anos com juros elevados.

A leitura dentro da entidade é que o custo dos materiais deve rapidamente ganhar protagonismo entre as principais preocupações dos empresários.

CBIC reduz expectativa de crescimento do setor

Com esse pano de fundo, a CBIC revisou para baixo sua projeção de crescimento da construção civil em 2026, de 2% para 1,2%. A avaliação é que a demanda imobiliária mais dinâmica e o avanço de obras de infraestrutura ainda sustentam expansão, mas num ambiente de rentabilidade mais pressionada.

Para incorporadoras, construtoras e fornecedores, o risco volta a ser o descasamento entre custo, preço final e capacidade de repasse aos consumidores.

Com informações de Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.