Veja o resumo da notícia

  • O Custo Unitário Básico (CUB) do Minha Casa, Minha Vida subiu 7,08% em 12 meses, superando outros segmentos.
  • A alta dos custos foi impulsionada principalmente por materiais, com impacto mais sensível no MCMV devido aos tetos de preço.
  • O alerta surge em um momento de aceleração de lançamentos no MCMV, com maior orçamento do FGTS e reajuste do teto dos imóveis.
  • Analistas do BTG avaliam que o segmento econômico não está comprometido, com empresas podendo reajustar preços sem perder atratividade.
custos de construção MCMV
Iryna Melnyk/iStock

Os dados mais recentes do Sinduscon-SP mostram que o segmento econômico foi o mais pressionado pela alta de custos de construção. O Custo Unitário Básico (CUB) subiu 7,08% em 12 meses para projetos do Minha Casa, Minha Vida. Avanço acima dos 6,54% em médio e alto padrão, 6,71% em torres corporativas e 6,6% em galpões logísticos. A alta preocupa incorporadoras porque o MCMV opera com limites de preço e menor flexibilidade de repasse ao comprador final.

Materiais e conflito externo aumentam pressão

A alta dos custos foi puxada principalmente por materiais, que ficaram mais caros em meio ao conflito no Irã, segundo a reportagem. Para incorporadoras do MCMV, esse choque é mais sensível porque o programa combina tetos de preço, renda limitada do comprador e margens que dependem de escala, padronização e eficiência de obra. Qualquer aceleração adicional pode reduzir a folga financeira dos projetos.

Alerta chega no auge do apetite pelo programa

O movimento ocorre justamente quando incorporadoras aceleram lançamentos no MCMV, impulsionadas pelo orçamento maior do FGTS para habitação econômica, pela criação da Faixa 4 e por reajuste do teto dos imóveis. A entrada de empresas antes concentradas no médio e alto padrão aumenta a competição por terrenos, fornecedores e mão de obra. O custo de construção passa a ser uma variável crítica para separar crescimento saudável de expansão com margem comprimida.

Affordability ainda dá algum espaço de defesa

Apesar do alerta, analistas do BTG avaliam que o bom momento do segmento econômico não está necessariamente comprometido. As empresas podem compensar parte da pressão com reajustes de preços no estoque e em novos projetos. Isso sem comprometer a atratividade para compradores do MCMV. O ponto central será calibrar preço, velocidade de vendas e controle de obra sem perder o enquadramento do produto no programa.

*Com informações de Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.