Veja o resumo da notícia

  • Desempenho contrastante de Eztec, Mitre e Even no 1º trimestre de 2026, com foco no mercado imobiliário de São Paulo.
  • Eztec lidera lançamentos e vendas, impulsionada por estratégias agressivas para superar juros altos e atrair clientes.
  • Mitre expande VGV lançado, mas enfrenta pressão na velocidade de vendas e registra aumento nos distratos.
  • Even enfrenta dificuldades com a ausência de novos lançamentos, impactando negativamente seu giro comercial.
mercado imobiliário São Paulo 2026
Marcello Casal JrAgência Brasil

No primeiro trimestre de 2026, Eztec, Mitre e Even divulgaram resultados operacionais com desempenhos diferentes em São Paulo. A Eztec liderou em lançamentos e vendas. A Mitre ampliou o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado, mas com pressão sobre a velocidade de vendas. Já a Even ficou sem novos projetos no período, o que reduziu seu giro comercial.

Lançamentos e vendas no mercado imobiliário

A Eztec lançou R$ 1,2 bilhão no trimestre, o maior volume de sua história. As vendas brutas somaram R$ 760 milhões e as vendas líquidas, R$ 697 milhões. A velocidade de vendas subiu de 11% para 18% em um ano. O estoque encerrou março em R$ 3,1 bilhões em VGV, uma alta de 9% em relação ao trimestre anterior.

Dos quatro empreendimentos que a empresa levou ao mercado no período, o percentual vendido é de 62%. Para superar o desafio dos juros altos nos empreendimentos para a classe média, o CEO da Eztec, Silvio Zarzur, disse que faria ofertas agressivas, como isenção de condomínio e IPTU. O Cidade Parque Guarapiranga, por exemplo, chegou a 99% vendido.

A Mitre fechou o trimestre com vendas líquidas de R$ 329 milhões, alta de 1,3% sobre o ano anterior. A empresa lançou 365 unidades, uma queda de 31% ante o mesmo período de 2025. Ainda assim, o VGV lançado somou R$ 916,8 milhões, ante R$ 310,4 milhões um ano antes. O VSO ficou em 13,2%, abaixo de 14,5%. Os distratos somaram R$ 36,5 milhões. O estoque encerrou março em R$ 2,15 bilhões em VGV.

A Even terminou o trimestre sem lançamentos. Com isso, o VSO caiu para 7%, ante 9% um ano antes e 13% no quarto trimestre. As vendas líquidas ficaram em R$ 252 milhões, praticamente estáveis na comparação anual. Analistas citaram um ambiente mais difícil para a média e alta renda em São Paulo, com estoques altos e vendas mais fracas.

*Com informações de Metro Quadrado e Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.