Veja o resumo da notícia
- A Faria Lima foi a única região corporativa de São Paulo onde o aluguel de escritórios superou a inflação nos últimos dez anos.
- A valorização é impulsionada pela demanda aquecida e baixa disponibilidade de imóveis, com vacância de 9% na Faria Lima.
- Os aluguéis na Faria Lima já ultrapassam R$ 300 por metro quadrado, atraindo bancos, gestoras e empresas de tecnologia.
- O desempenho do mercado corporativo varia, com Santo Amaro registrando desvalorização e alta vacância.
- São Paulo teve a maior absorção líquida anual da história em 2025, com mais de 215 mil metros quadrados.
- A absorção de imóveis em 2026 só não será maior devido à falta de espaços disponíveis no mercado.

A Faria Lima foi, na prática, a única região corporativa de São Paulo em que o aluguel de escritórios subiu acima da inflação nos últimos dez anos, destaca a Forbes. Levantamento da SiiLA mostra avanço de 75,4% no preço médio de locação, enquanto o IPCA acumulou cerca de 63% no mesmo intervalo. Itaim Bibi e Vila Leopoldina registraram altas nominais de 69% e 68%, mas a consultoria atribui parte do movimento à entrada de edifícios novos, mais caros, que alteraram a média histórica dessas regiões.
Vacância baixa favorece proprietários
A combinação de demanda aquecida e pouca disponibilidade sustenta a valorização. Em junho, a vacância na Faria Lima estava em 9%, patamar que fortalece o poder de negociação dos locadores. Na região da Avenida Juscelino Kubitschek, a taxa era ainda menor, de 5%. Em diferentes edifícios da Faria Lima, os aluguéis já superam R$ 300 por metro quadrado, puxados sobretudo por bancos, gestoras de investimentos e empresas de tecnologia em busca de espaços de padrão A+ e A.
Mercados corporativos seguem desiguais
O desempenho varia de forma expressiva dentro da cidade. Santo Amaro foi a única região da amostra a registrar desvalorização do aluguel na década e apresentava vacância de 54% em dez edifícios premium. Na Rebouças, ao contrário, a vacância estava em 4,3%. O estoque de maior padrão ganhou relevância a partir de 2022 e alcançou aluguel médio de mercado de R$ 173,84 por metro quadrado; a entrega mais recente, o Biosquare, tem 30 mil metros quadrados e foi totalmente pré-locada pela Amazon.
Absorção esbarra na falta de espaço
São Paulo registrou em 2025 a maior absorção líquida anual da série histórica, acima de 215 mil metros quadrados. Apenas no primeiro semestre de 2026, o saldo chegou a 183 mil metros quadrados. Para a SiiLA, a segunda metade do ano deve absorver entre 150 mil e 180 mil metros quadrados e só não avançará mais por falta de imóveis disponíveis. Em dez anos, o estoque de escritórios A+ e A cresceu 43%, para mais de 4,9 milhões de metros quadrados.
Levantamento cobre 9,2 milhões de m²
A análise da SiiLA considerou 952 imóveis em 12 regiões corporativas da capital, que somam 9,2 milhões de metros quadrados. O recorte mostra que a valorização não decorre apenas do retorno ao presencial. Depende da qualidade do estoque, da localização e da capacidade de cada polo de responder à procura por áreas premium.
*Com informações de Forbes







