Veja o resumo da notícia

  • Precificação correta de imóveis como estratégia crucial para liquidez no mercado brasileiro, impactada pelas altas taxas de juros.
  • Erro na precificação acarreta perdas financeiras significativas, superando os custos de manutenção e oportunidades de investimento.
  • Valorização do mercado imobiliário impulsionada pelo IGMI-R, com destaque para o desempenho em cidades como BH e SP.
  • Compradores priorizam imóveis com preços baseados em dados técnicos, evidenciando a seletividade e exigência do mercado.
  • Mercado de locação surge como alternativa rentável, com o IVAR da FGV apresentando alta, desde que seja decisão estratégica.
  • Valorização estrutural em áreas centrais versus risco de estagnação para imóveis com preços fora da realidade do mercado.
  • Precificar corretamente para evitar custos de oportunidade e liberar o potencial financeiro real dos imóveis no mercado atual.
precificação de imóveis
Imagem: watchara ritjan/iStock

No mercado imobiliário brasileiro, o preço correto de um imóvel não é sinônimo de “desconto”, mas de uma estratégia de liquidez cada vez mais crucial. Em artigo publicado no portal Brazil Economy, Peixoto Accyoli, CEO e presidente da RE/MAX, afirma que “quem quer vender precisa transformar patrimônio em dinheiro sem perder tempo”. Essa máxima, segundo o especialista, ganha ainda mais importância em um cenário de juros altos, com a Selic a 15% e o CDI em patamares de dois dígitos.

Segundo Accioly, o erro na precificação pesa no bolso. Proprietários que insistem em valores acima do mercado não apenas perdem liquidez, como deixam de ganhar até 12% anuais em aplicações conservadoras. Ao mesmo tempo, arcam com custos como IPTU e manutenção. “Defender o preço errado pode custar mais do que o desconto que ele [proprietário] se recusa a dar”, afirma.

“O imóvel precisa virar caixa para quitar uma dívida, reinvestir, trocar de imóvel, empreender ou simplesmente fazer o dinheiro render mais. Nesse cenário, um imóvel parado, sustentado por uma precificação emocional ou especulativa, vira um ralo de dinheiro: consome tempo e destrói o retorno do capital”, complementa.

Valorização e seletividade no mercado imobiliário

Apesar dos desafios, o mercado vive um momento de valorização. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) mostram que o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) cresceu 18,6% em 2025, impulsionado por cidades como Belo Horizonte (+20%) e São Paulo (+15%).

O mercado é seletivo: compradores priorizam preços baseados em dados técnicos, como apontam pesquisas da Brain Inteligência Estratégica. Segundo a análise, cerca de 48% dos brasileiros pretendem adquirir imóveis nos próximos dois anos. O segmento de imóveis usados de médio e alto padrão, quando bem precificado, tem encontrado forte demanda para atender essa intenção, pontua o especialista.

“O mercado de locação, com o índice IVAR da FGV subindo 8,9% em 2025, oferece uma saída rentável para quem decide não vender, desde que a decisão seja estratégica, e não uma ‘fuga’ por falta de propostas de compra”, alerta Accyoli.

Estratégias para 2026: oportunidades e precauções

A valorização estrutural do mercado, principalmente em áreas centrais, está sustentada por limitações territoriais e pelo alto custo da construção. Por outro lado, proprietários que utilizam essas informações para elevar preços a patamares fora da realidade correm o risco de estagnar seus bens.

“O proprietário que lê sobre a valorização de 18% e decide, arbitrariamente, adicionar essa margem sobre um preço que já estava fora de mercado, condenará seu patrimônio à estagnação”, diz Accioly.

O recado final é claro: precificar corretamente é estancar os custos de oportunidade e destravar o real potencial financeiro dos imóveis. Hoje, o mercado imobiliário demanda profissionais que operem com dados.

“O mercado é saudável, comprador e está em ascensão. Mas ele não perdoa o amadorismo e achismos. Precificar corretamente não é perder dinheiro; é estancar o custo de oportunidade e destravar a riqueza real que seu patrimônio pode gerar”, afirma o executivo. “A valorização estrutural que projetamos para o ciclo 2025-2026 beneficiará quem entender que a liquidez é o nome do jogo”, conclui Accyoli.

*Com informações de Brazil Economy

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)