Veja o resumo da noticia
- Prefeitura do Rio planeja revitalização da Praça Onze, visando transformar a área em um novo polo imobiliário central.
- O projeto 'Praça Onze Maravilha' prevê investimento de R$ 1,75 bilhão, com potencial para 37,5 mil novas unidades.
- A principal intervenção será a demolição do Viaduto 31 de Março, eliminando barreira urbana na Marquês de Sapucaí.
- A região do entorno do Sambódromo demonstra baixa atividade imobiliária, apesar de serviços e empregos.
- O projeto abrange 2,5 milhões de metros quadrados e será financiado pela iniciativa privada, via concessões.
- A iniciativa busca replicar o sucesso do Porto Maravilha, revitalizando a face interna do centro da cidade.

Depois do Porto Maravilha, a Prefeitura do Rio de Janeiro prepara um projeto de revitalização do entorno da Praça Onze, região histórica do samba que pode se tornar um novo polo imobiliário no centro da cidade. O plano, batizado de Praça Onze Maravilha, prevê investimento de R$ 1,75 bilhão e potencial para 37,5 mil unidades residenciais em 25 anos.
A principal intervenção será a derrubada do Viaduto 31 de Março, que funciona como barreira urbana ao longo da Marquês de Sapucaí. A estratégia segue a mesma lógica do Porto Maravilha, que derrubou a Perimetral.
O projeto prevê ainda a criação de novos serviços, áreas verdes e equipamentos públicos, como a Biblioteca dos Saberes, projetada pelo arquiteto Francis Kéré.
Região tem baixa atividade imobiliária
Nos últimos anos, o entorno do Sambódromo praticamente não recebeu novos lançamentos residenciais, apesar dos serviços de transporte e proximidade com polos de emprego. Bairros próximos, como Santa Teresa e Estácio, não registram novas unidades desde 2021, segundo dados do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio). A Lapa teve apenas um projeto lançado em 2025, após cinco anos sem lançamentos.
Projeto abrange 2,5 milhões de metros quadrados
O Praça Onze Maravilha abrange área de 2,5 milhões de metros quadrados e será financiado integralmente pela iniciativa privada, por meio de concessões, parcerias público-privadas e instrumentos urbanísticos.
A proposta inclui a criação de uma Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) abrangendo os bairros do Catumbi, Estácio, Cidade Nova e Praça Onze. O plano prevê atrair mais de 100 mil moradores.
“O Porto Maravilha revitalizou a face voltada para a Baía. Agora, é a vez da face interna do Centro, do outro lado da Presidente Vargas“, disse Thiago Soares, sócio da The INC, ao site Metro Quadrado.
*Com informações do Metro Quadrado

