Veja o resumo da noticia
- São Paulo deve receber 620 novos condomínios em 2026, impulsionados por Minha Casa, Minha Vida e unidades compactas, com avanço de 13%.
- Condomínios de padrão econômico representam 37% das novas entregas, refletindo foco no volume e escala para as incorporadoras.
- Lançamentos do Minha Casa, Minha Vida cresceram 30% em 2025, representando 64% do total na cidade de São Paulo.
- Plano Diretor oferece incentivos para construção de unidades de baixa renda, impactando a oferta de condomínios.
- Taxa de condomínio em São Paulo sobe para R$ 983 em 2025, com expectativa de alta para R$ 1.085 em 2026, acima da inflação.
- Inadimplência condominial atinge 11,77% em São Paulo, pressionando o caixa dos condomínios e o planejamento de despesas.

São Paulo deve receber cerca de 600 novos condomínios residenciais em 2026, com avanço de 13% sobre 2025, segundo relatório da Lello Condomínios citado em reportagem do Estadão. A maior parte das entregas será puxada por empreendimentos compactos e pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O movimento reflete mudanças na demanda, na legislação urbana e na estratégia das incorporadoras.
Minha Casa, Minha Vida sustenta novas entregas
Entre os condomínios previstos, 37% são de padrão econômico, com unidades perto do teto da Faixa 4, de R$ 600 mil. Outros 22% correspondem a condomínios com unidades compactas, incentivadas pelo Plano Diretor. Quase 60% dos novos condomínios têm metragens pequenas.
“O mercado foca nesses empreendimentos porque o ganho está no volume e na escala. Para o incorporador, isso representa um risco baixo devido ao fomento governamental”, analisa Angélica Arbex, diretora de marketing e estratégia da Lello Condomínios ao Estadão.
Dados do Secovi-SP mostram que, em 2025, mais de 85 mil unidades do MCMV foram lançadas na cidade. Elas representaram 64% de todos os lançamentos e avanço de 30% em relação ao ano anterior.
Condomínios compactos mudam a oferta em São Paulo
A participação do MCMV nas entregas de condomínios em São Paulo deve subir de 25% em 2025 para 37% em 2026. Segundo Renee Garofalo, da Plano&Plano, o resultado combina mudanças no Plano Diretor e ajustes no programa federal.
“O Plano Diretor criou zonas especiais que oferecem isenções e benefícios, como a permissão para construir mais pagando menos taxas, desde que as unidades sejam destinadas à baixa renda (HIS e HMP)”, afirma Garofalo.
Taxa de condomínio e inadimplência pressionam gestão
Os condomínios econômicos crescem, mas isso não significa uma queda no gasto com as taxas condominiais. Em 2024, o gasto médio mensal com condomínio em São Paulo foi de R$ 832. Em 2025, subiu para R$ 983,00. Com isso, os paulistanos gastaram R$ 11.796,00 no ano só com condomínio. Para 2026, a expectativa é que o preço médio suba para R$ 1.085, acima da inflação.
A alta dos preços pressiona a inadimplência condominial, que chegou a 11,66% no Brasil no segundo semestre de 2025. Em São Paulo, encerrou o ano em 11,77%. O aumento nos atrasos de pagamento pressiona o caixa dos condomínios e pode dificultar o planejamento de despesas.
*Com informações do Estadão







