Bolha imobiliária em São Paulo
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São Paulo lidera o ranking de segurança contra bolhas imobiliárias entre 21 grandes metrópoles mundiais, segundo o UBS Global Real Estate Bubble Index 2025. A cidade registrou pontuação de -0,10, a menor da série histórica e única no campo negativo do índice.

O resultado indica que os preços dos imóveis paulistanos estão mais ancorados na realidade econômica em comparação com capitais como Miami ou Zurique. São Paulo mantém a mesma posição alcançada em 2023, mas com pontuação ainda mais favorável.

Miami lidera risco de bolha

Miami apresenta o maior risco de bolha imobiliária do mundo, com índice de 1,73. Essa situação é impulsionada por valorização de 50% no preço dos imóveis nos últimos cinco anos.

Em São Paulo, a dinâmica é inversa. Embora os aluguéis tenham subido 5% em termos reais no último ano, os preços de venda dos imóveis têm dificuldade para acompanhar a inflação, pressionados pelas altas taxas de juros do financiamento imobiliário no Brasil. O cenário atual mostra estabilidade dos preços reais desde 2022. A cidade aparece à frente de Nova York, Paris e Milão no ranking de segurança.

Na outra ponta, Tóquio ocupa a segunda posição no ranking de risco, com índice de 1,59, seguido por Zurique, com 1,55. Ambas estão em zona de alto risco de bolha imobiliária junto com a cidade dos Estados Unidos.

Metodologia avalia risco de desequilíbrio

O Índice Global de Bolhas Imobiliárias da UBS (UBS Global Real Estate Bubble Index) avalia o risco de desequilíbrios nos mercados residenciais mundiais. O conceito de bolha refere-se a preços supervalorizados, sem sustentação nos fundamentos econômicos.

Os sinais de alerta surgem quando há descolamento agressivo entre os preços dos imóveis e a renda local ou o valor dos aluguéis. Historicamente, esse desequilíbrio antecede crises imobiliárias severas.

*Com informações da Forbes