Veja o resumo da noticia
- São Paulo projeta aumento nas vendas de imóveis para 2025, impulsionado principalmente por unidades de 30 a 65 metros quadrados.
- O preço médio dos imóveis apresenta um leve aumento, ficando abaixo da inflação, com variações significativas por tipo de imóvel.
- Santo Amaro lidera o volume de vendas, enquanto Pinheiros se destaca pelo maior crescimento e preço médio elevado.
- República apresenta o menor preço médio devido à maior oferta de estúdios, contrastando com bairros de maior valor.

São Paulo deve fechar 2025 com 80.248 imóveis vendidos, aumento de 1,2% sobre 2024, segundo reportagem do Valor com levantamento da Loft, com dados do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) da prefeitura. É o maior volume absoluto desde 2022, quando a empresa começou a compilar essas informações.
O ticket médio do imóvel vendido na cidade ficou em R$ 798,6 mil, 0,9% maior do que no ano anterior, abaixo da prévia da inflação, que atingiu 4,41% em 12 meses até dezembro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
O tipo de imóvel com maior aumento de vendas foi o de 30 a 65 metros quadrados, com crescimento de 5%. Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, esse crescimento foi influenciado pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
A venda de imóveis com 125 metros quadrados subiu 3% no ano e a de imóveis médios, entre 65 e 100 metros quadrados, ficou praticamente estável. Os dados consideram todas as transações até novembro e uma projeção dos números de dezembro.
Santo Amaro lidera volume de vendas
Santo Amaro (zona sul) liderou em número de vendas com 2.056 unidades, crescimento de 10,5% no ano. Vila Andrade (zona sul) teve o segundo maior volume, com 2.035 unidades, queda de 6,8% sobre 2024. Bela Vista (centro) ficou em terceiro, com 1.910 imóveis, queda de 0,4%.
Entre os dez bairros com maior volume de vendas, Pinheiros (zona oeste) teve o maior crescimento, com alta de 27,4%, para 1.620 unidades. República (centro) registrou a segunda maior alta, de 7,3%, com 1.584 unidades.
Tatuapé apresentou a maior queda percentual nas vendas, de 9,6%, para 1.704 imóveis, seguido por Perdizes (zona oeste), onde as vendas recuaram 8,2% para 1.625 unidades.
Pinheiros registra maior preço médio
O maior ticket médio entre os dez bairros com maior volume foi de Pinheiros, que registrou preço médio de R$ 1,16 milhão, incremento de 5,1% em um ano. Perdizes vem em segundo lugar, com ticket médio de R$ 1 milhão, alta de 3,6%.
“A expansão do eixo corporativo da Rebouças, somada a uma rede consolidada de escolas e a uma oferta ampla de serviços e lazer, reforçou a atratividade de Pinheiros, que também se beneficia da localização estratégica, com fácil acesso à Faria Lima, Jardins e Vila Madalena”, afirma Takahashi.
O bairro mais barato entre os mais vendidos foi República, com preço médio de R$ 327,9 mil, alta de 1,8% em um ano. A presença maior de estúdios entre as vendas contribui para o menor valor.
*Com informações do Valor

