Veja o resumo da notícia

  • O mercado imobiliário de São Paulo mostra crescimento menos concentrado na capital, com cidades do interior e da Região Metropolitana ganhando destaque.
  • A capital paulista mantém a liderança no segmento de médio padrão e ocupa a segunda posição no econômico e alto padrão.
  • Sorocaba e Ribeirão Preto avançaram significativamente no ranking de atratividade para empreendimentos de alto padrão.
  • Barueri e Ribeirão Preto também se destacaram no segmento de médio padrão, enquanto Sorocaba e Jundiaí evoluíram no econômico.
  • A população do interior paulista dobrou nos últimos 40 anos, impulsionada por infraestrutura, universidades e atividade industrial.
  • Sorocaba liderou os lançamentos residenciais fora da capital em 2025, com 8.310 unidades e crescimento de 86% em relação a 2024.
  • Indaiatuba, São José dos Campos e São José do Rio Preto também registraram crescimentos anuais expressivos nos lançamentos.
  • Na cidade de São Paulo, a Zona Oeste liderou os segmentos econômico e médio padrão, e a Zona Sul permaneceu à frente no alto padrão.
mercado imobiliário do interior de São Paulo
Imagens de Sorocaba, interior de SP | JulioSalvo/iStock

São Paulo continua sendo o principal mercado imobiliário do país, mas o crescimento do estado está menos concentrado na capital. Cidades do interior e da Região Metropolitana avançaram nos rankings de atratividade para novos empreendimentos no segundo trimestre de 2026.

O Índice de Demanda Imobiliária combina informações sobre procura por imóveis, dinâmica econômica, velocidade de vendas e desempenho dos lançamentos. O estudo é desenvolvido pelo Ecossistema Sienge e pelo CV CRM, com metodologia do Grupo Prospecta e parceria da CBIC.

Capital mantém liderança em segmentos de maior renda

No segmento econômico, destinado no levantamento a famílias com renda de R$ 2 mil a R$ 12 mil e imóveis de R$ 115 mil a R$ 575 mil, São Paulo ficou em segundo lugar, atrás de Fortaleza.

No médio padrão, a capital liderou pelo terceiro trimestre consecutivo. Essa categoria reúne famílias com renda de R$ 12 mil a R$ 24 mil e imóveis de R$ 575 mil a R$ 811 mil.

No alto padrão, São Paulo apareceu na segunda posição, atrás de Brasília. O segmento considera famílias com renda superior a R$ 24 mil e imóveis acima de R$ 811 mil.

Sorocaba e Ribeirão avançam no alto padrão

Sorocaba avançou 20 posições e entrou no grupo das 20 cidades mais atrativas do país para empreendimentos de alto padrão. Ribeirão Preto subiu 12 colocações e chegou ao 17º lugar.

Campinas, na 15ª posição, e Jundiaí, na 19ª, também permaneceram entre as líderes. Com isso, o interior paulista ocupou quatro das 20 primeiras colocações nacionais nessa faixa.

Barueri ganha espaço no médio padrão

Barueri avançou da 20ª para a 14ª posição no ranking do médio padrão. Ribeirão Preto apareceu logo depois, em 15º lugar, após subir 46 posições em 12 meses, segundo os organizadores do índice.

No segmento econômico, Sorocaba avançou sete posições e chegou ao 12º lugar. Jundiaí ficou na 13ª colocação. Indaiatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto também registraram evolução, embora fora do Top 20.

Interior dobrou de tamanho em quatro décadas

A população do interior paulista passou de cerca de 16 milhões para 33 milhões de habitantes nos últimos 40 anos. No mesmo intervalo, a capital cresceu de 8,5 milhões para 11,6 milhões de moradores.

O número de domicílios no interior aumentou de 5,5 milhões em 1980 para 11,2 milhões em 2020. Na cidade de São Paulo, o total passou de 2,8 milhões para 4,5 milhões.

Infraestrutura, universidades, mão de obra qualificada, atividade industrial e agronegócio ajudam a explicar a expansão. A pandemia também acelerou a procura por cidades próximas à capital e ampliou a demanda por moradia em diferentes faixas de renda.

Sorocaba lidera os lançamentos fora da capital

Os dados do Secovi-SP mostram que Sorocaba lançou 8.310 unidades residenciais em 2025, o maior volume entre as cidades paulistas fora da capital. O resultado representou crescimento de 86% em relação a 2024.

Na sequência vieram Indaiatuba, com 4.899 unidades; São José dos Campos, com 4.749; Campinas, com 4.526; São José do Rio Preto, com 3.894; Barueri, com 3.575; Guarulhos, com 3.212; e Ribeirão Preto, com 3.144.

Além de Sorocaba, os maiores crescimentos anuais ocorreram em Indaiatuba, com 71%; São José dos Campos, com 69%; São José do Rio Preto, com 43%; e Mogi das Cruzes, com 35%.

Barueri acumulou quase 9 mil lançamentos em três anos. O desempenho reforça a combinação entre demanda aquecida, economia local dinâmica e capacidade de absorção de novos projetos.

Capital apresenta rankings mais estáveis

Dentro da cidade de São Paulo, as posições mudaram pouco. A Zona Oeste liderou os segmentos econômico e médio padrão, enquanto a Zona Sul permaneceu à frente no alto padrão.

A estabilidade reflete mercados consolidados. A Zona Sul se beneficia da demanda e da velocidade de vendas no alto padrão, enquanto a Zona Oeste combina dinamismo econômico e bom desempenho comercial dos lançamentos.

Com informações de InfoMoney

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)