Veja o resumo da notícia

  • Corretores de imóveis utilizam vídeos curtos para apresentar propriedades, focando em narrativas e detalhes para criar identificação com compradores.
  • A estratégia transforma o corretor em mídia, reduzindo a dependência de anúncios tradicionais e exigindo habilidades em linguagem e edição.
  • Corretores como Rodrigo Barbosa e Gabriel Rodrigues relatam sucesso em vendas, atingindo metas anuais em tempo recorde com a nova abordagem.
  • Vídeos virais geram grande volume de mensagens, mas nem sempre se convertem em negócios qualificados, exigindo uma operação comercial eficiente.
  • A vantagem competitiva do mercado imobiliário passa a incluir produção de conteúdo e gestão de comunidade, além da captação de imóveis.
  • O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro ressalta que engajamento nas redes não substitui o conhecimento técnico.
  • O mercado imobiliário consolida um modelo híbrido, onde o corretor atua como vendedor, produtor de conteúdo e marca pessoal.
corretores nas redes sociais
Deagreez/iStock

Uma nova geração de corretores está usando vídeos curtos para apresentar imóveis como histórias, e não apenas como uma sequência de metragem, quartos e acabamentos. Elementos arquitetônicos, vistas, detalhes de decoração e o contexto do bairro entram na narrativa para criar identificação com o potencial comprador, destaca reportagem de O Globo.

A estratégia transforma o próprio corretor em mídia e reduz a dependência de anúncios tradicionais, ao mesmo tempo em que aumenta a importância de linguagem, edição e presença diante da câmera.

Audiência pode acelerar conversão

Rodrigo Barbosa, fundador do perfil Morabilidade, com quase 110 mil seguidores no Instagram, passou a aparecer nos vídeos em 2024. Segundo ele, no ano passado, a mudança ajudou a atingir 60% da meta anual de vendas em menos de uma semana. Gabriel Rodrigues, corretor da Okre Imobiliária com 42 mil seguidores no perfil pessoal, afirma vender dez apartamentos por mês em Leblon e Ipanema e diz ter fechado 15 unidades em 24 horas neste ano.

Viralizar não é o mesmo que vender

O alcance, porém, precisa ser convertido em atendimento qualificado. Rodrigues relata que vídeos virais geram grande volume de mensagens, mas nem sempre negócios, o que o levou a contratar uma assistente.

Esse ponto é relevante para imobiliárias: audiência amplia o topo do funil, mas exige operação comercial capaz de responder rapidamente, filtrar leads e conduzir visitas. A vantagem competitiva deixa de estar apenas na captação do imóvel e passa a incluir capacidade de produção de conteúdo e gestão de comunidade.

Conhecimento técnico continua obrigatório

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro ressalta que as redes se tornaram o principal veículo de comunicação para muitos profissionais, mas lembra que engajamento não substitui conhecimento técnico nem as exigências de identificação profissional.

Para o mercado, a tendência consolida um modelo híbrido: o corretor atua como vendedor, produtor de conteúdo e marca pessoal, enquanto a visita presencial tende a acontecer em etapa mais avançada da jornada, depois de o cliente consumir fotos, vídeos e informações on-line.

*Com informações de O Globo

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.