Veja o resumo da noticia

  • Queda na vacância de escritórios na Paulista impulsiona lançamentos de apartamentos compactos para atender demanda de executivos e expatriados.
  • Preços médios na região alcançam R$ 29,6 mil/m², com compactos a R$ 27,3 mil/m², refletindo aquecimento do mercado imobiliário.
  • Avenida Paulista supera Faria Lima em ocupação de escritórios, mantendo atratividade para empresas e profissionais de alto nível.
  • Incorporadoras como Global Realty apostam em conceitos inovadores, visando atender o desejo de moradia de seus clientes.
  • Escassez de terrenos leva empresas a adaptar projetos, transformando pontos comerciais e prédios antigos em residenciais.
  • One Innovation aposta em público diversificado, incluindo jovens casais, LGBTs, executivos e investidores na região.
apartamentos compactos na Avenida Paulista
dabldy/iStock

A redução da taxa de vacância de escritórios na Avenida Paulista para 4% em 2025 estimulou incorporadoras de alto padrão a lançar apartamentos compactos no entorno da região. O movimento ocorre em meio à escassez de terrenos disponíveis e à demanda de executivos e expatriados que buscam morar perto do trabalho.

Segundo levantamento da consultoria Brain, o metro quadrado na região da Paulista chega a R$ 29,6 mil. O valor médio para unidades de 74 metros quadrados é de R$ 2,2 milhões. Os apartamentos compactos custam R$ 27,3 mil por metro quadrado – unidades de 45 metros quadrados são vendidas por R$ 1,2 milhão.

Mercado de escritórios aquecido

Dados da consultoria imobiliária JLL mostram que a Avenida Paulista encerrou 2025 com taxa de vacância de escritórios inferior à da Faria Lima, que registrou 6%. O preço médio do metro quadrado de locação na Paulista é de R$ 131, contra R$ 303 na Faria Lima.

“A região continua sendo um dos polos mais atrativos para empresas e profissionais de alto nível, o que gera uma demanda crescente por imóveis residenciais nas proximidades, principalmente os compactos”, afirma ao Estadão Alexandre Fernandes, sócio e diretor de gestão de imóveis no Brasil do GRI Institute.

Incorporadoras apostam em novos conceitos

A Global Realty lançou o Aeterna Paulista, na Rua Cincinato Braga, com unidades de 33 metros quadrados a 115 metros quadrados vendidas a R$ 23 mil por metro quadrado. O empreendimento mira executivos e expatriados de empresas japonesas como Sumitomo Corporation e Mitsubishi, instaladas no eixo da Paulista.

“O empreendimento tem de ser uma moradia, tem de ser um ativo de desejo. Não pode ser só uma planta e o preço do metro quadrado”, diz André Fakiani, CEO da Global Realty. Segundo o executivo, 65% dos apartamentos foram vendidos em 90 dias.

Escassez de terrenos força adaptações

A dificuldade para encontrar terrenos leva incorporadoras a adquirir pontos comerciais ou fazer demolições. A SDI desenvolveu os projetos Galeria Lorena e Aléia Jardins em locais onde funcionavam agências bancárias do Itaú.

“É uma região implacável”, afirma Larissa Souza, gerente comercial e de marketing da SDI.

A One Innovation comprou o antigo Pergamon Hotel Frei Caneca para criar o Open Life Frei Caneca, com 700 unidades de 20 metros quadrados a 40 metros quadrados. O projeto, em fase de lançamento, tem preço entre R$ 16 mil e R$ 18 mil por metro quadrado.

“Não encontramos terrenos, mas encontramos essas oportunidades de prédios antigos, comerciais, hotéis antigos”, explica Paulo Petrin, vice-presidente da One Innovation.

A incorporadora identifica demanda de jovens casais, público LGBT, executivos e investidores patrimoniais.

A empresa também atua na região com os empreendimentos Nex One Alameda Itu e Nex One Bela Cintra, comercializados a até R$ 22 mil por metro quadrado.

*Com informações do Estadão