A MRV é a maior incorporadora de imóveis econômicos do Brasil. Nascida em Belo Horizonte em 1979, a empresa construiu sua escala vendendo apartamentos para famílias de renda baixa e média, virou a principal parceira privada do programa Minha Casa, Minha Vida e, segundo seus próprios números, já passou de 500 mil chaves entregues. Hoje ela é a principal empresa da holding MRV&CO, listada na B3 com o código MRVE3.
Nesta página, a redação do Portas conta a trajetória da MRV, do primeiro conjunto de casas em BH à aventura nos Estados Unidos, reúne curiosidades sobre a empresa e explica como funciona comprar um imóvel com ela.
A história da MRV
Três engenheiros e casas para a classe C
A MRV foi fundada em 1º de outubro de 1979, em Belo Horizonte, por três engenheiros: Rubens Menin, seu primo Mário Menin e Homero, sócio da construtora Vega Engenharia. Segundo reportagem da revista piauí, o nome da empresa é formado pelas iniciais de Mário, Rubens e Vega. A Vega deixou a sociedade poucos anos depois.
Desde o início, o foco foi a moradia para famílias de renda mais baixa, as classes C e D, um nicho que as grandes construtoras da época evitavam. Em 1981, a MRV fez seu primeiro empreendimento fora da capital mineira, em Contagem. Em 1986, criou um financiamento próprio para os compradores, e em 1994 chegou ao Triângulo Mineiro, com lançamentos em Uberaba e Uberlândia.
Foi também em 1994 que nasceu, dentro do mesmo grupo familiar, a financeira Intermedium, criada para financiar os clientes da MRV. Duas décadas depois, ela se transformaria no Banco Inter.
A saída de Minas e a abertura de capital
A expansão para fora de Minas Gerais começou em 2000, com a chegada à cidade de São Paulo e a criação de um plano de parcelas fixas. Nos anos seguintes, a empresa chegou ao Rio de Janeiro e a Brasília.
Em 2006, o fundo Autonomy Capital comprou 16,7% da MRV, preparando o terreno para a bolsa. A abertura de capital veio em julho de 2007, no Novo Mercado da B3: a empresa vendeu 45,9 milhões de ações e levantou cerca de R$ 1,2 bilhão. Com o dinheiro, a MRV comprou terrenos e acelerou lançamentos. Em 2008, criou ainda a LOG Commercial Properties, voltada a galpões logísticos.
O Minha Casa, Minha Vida
O passo que transformou a MRV numa gigante veio em 2009, com o lançamento do Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal. A empresa participou, por meio da associação de incorporadoras Abrainc, das discussões que deram origem ao programa, e estava pronta para ele: já fazia o tipo de apartamento que cabia nas regras.
No primeiro ano do programa, 87% das 25,5 mil unidades lançadas pela MRV podiam ser financiadas pelas regras do MCMV, e as vendas quase dobraram em relação a 2008, segundo a Reuters. Desde então, o programa, financiado em grande parte pelo FGTS e operado pela Caixa, responde pela maior parte do negócio. Em 2025, 97% das unidades lançadas pela empresa até setembro eram do MCMV, segundo o CEO Eduardo Fischer.
Em 2014, Rubens Menin deixou o comando executivo e passou a presidir o conselho de administração. A presidência foi dividida entre o filho, Rafael Menin, e o sobrinho, Eduardo Fischer, que dividem o cargo até hoje.
Da construtora ao grupo MRV&CO
Nos anos 2010, a MRV passou a criar negócios fora da habitação econômica: a Urba, de loteamentos, em 2012; a Luggo, de prédios para aluguel, em 2019; e a Sensia, de imóveis de médio padrão. Em 2018, a LOG foi separada da MRV e passou a ter ações próprias na bolsa.
O movimento mais ousado foi a entrada nos Estados Unidos. Em janeiro de 2020, a MRV assumiu o controle da AHS Residential, incorporadora de prédios para aluguel com sede na Flórida, fundada e até então controlada pelo próprio Rubens Menin. Em 2022, a AHS passou a se chamar Resia. O conjunto de empresas ganhou o nome de MRV&CO.
É importante não confundir o grupo com os negócios pessoais da família Menin. O Banco Inter, a emissora CNN Brasil, a Rádio Itatiaia e a participação na SAF do Atlético Mineiro pertencem a Rubens Menin e a familiares, não à MRV&CO. O Inter é comandado por João Vitor Menin, filho caçula de Rubens, e a LOG, por Sergio Fischer, sobrinho do fundador.
Crise de margens e a volta ao Brasil
A partir de 2021, a disparada dos custos de construção atingiu em cheio a MRV. Como os imóveis do MCMV têm preço teto e muitos contratos já estavam vendidos, a empresa não conseguiu repassar a alta. No primeiro trimestre de 2022, a margem bruta caiu de 27,8% para 19,8% em um ano, depois que a companhia revisou suas projeções de inflação de obra. A MRV reagiu reajustando preços, cortando despesas e, em 2023, levantou cerca de R$ 1 bilhão numa nova oferta de ações.
Ao mesmo tempo, a Resia virou um problema. Com juros altos nos Estados Unidos, os prédios ficaram mais difíceis de vender, e as perdas cresceram. Em dezembro de 2024, a MRV anunciou um plano para vender cerca de US$ 800 milhões em ativos americanos até o fim de 2026. Até julho de 2026, a empresa informou ter vendido cerca de US$ 380 milhões, muitas vezes abaixo do valor contábil.
O resultado é um contraste. Em 2025, a MRV Incorporação, o negócio no Brasil, teve receita de R$ 10,1 bilhões e lucro ajustado de R$ 611 milhões, com margem bruta de 31% no quarto trimestre, a maior em 26 trimestres. Mas a Resia levou a MRV&CO a um prejuízo de R$ 1,04 bilhão no ano. Mesmo com a volta ao lucro no Brasil, no segundo trimestre de 2026 o grupo voltou a registrar prejuízo, de R$ 627 milhões, por causa das vendas de ativos nos EUA, enquanto o lucro no Brasil cresceu 28%.
A MRV hoje
Rafael Menin e Eduardo Fischer seguem como diretores-presidentes. A estratégia atual é concentrar cerca de metade da operação nas capitais e regiões metropolitanas, aumentar a equipe própria de corretores (a meta é chegar a 6 mil até o fim de 2026) e igualar o volume de imóveis repassados à Caixa ao volume construído, para voltar a gerar caixa.
No segundo trimestre de 2026, a MRV Incorporação lançou R$ 2,95 bilhões e vendeu R$ 2,75 bilhões, o equivalente a 10.148 unidades, segundo a prévia operacional da empresa. Em julho, o grupo também assinou um memorando para vender três prédios da Luggo por até R$ 166 milhões.
Linha do tempo da MRV
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1979
Rubens Menin, Mário Menin e Homero, da Vega Engenharia, fundam a MRV em Belo Horizonte.
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1981
A empresa faz seu primeiro empreendimento fora de BH, em Contagem.
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1994
A MRV chega ao Triângulo Mineiro e o grupo familiar cria a Intermedium, futuro Banco Inter.
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2000
A construtora entra na cidade de São Paulo.
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2007
A MRV abre capital na B3 e levanta R$ 1,2 bilhão.
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2008
Nasce a LOG Commercial Properties, de galpões logísticos.
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2009
O governo lança o Minha Casa, Minha Vida, que vira o principal negócio da MRV.
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2012
A empresa cria a Urba, de loteamentos.
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2014
Rubens Menin vai para o conselho e Rafael Menin e Eduardo Fischer assumem a presidência.
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2017
A MRV compra os direitos de nome do estádio do Atlético Mineiro.
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2018
A LOG é separada da MRV e passa a ter ações próprias.
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2019
A empresa completa 40 anos e lança a Luggo, de aluguel.
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2020
A MRV assume o controle da AHS Residential e entra nos Estados Unidos.
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2022
A AHS vira Resia e a alta de custos derruba as margens da MRV.
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2023
A empresa levanta R$ 1 bilhão em nova oferta de ações e a Arena MRV é inaugurada.
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2024
A MRV passa de 500 mil chaves entregues e anuncia a venda de US$ 800 milhões em ativos da Resia.
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2025
A operação no Brasil volta ao lucro, mas a Resia leva o grupo a prejuízo de R$ 1 bilhão.
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2026
A MRV vende mais ativos nos EUA e reforça a equipe própria de corretores.
Curiosidades sobre a MRV
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O nome MRV vem das iniciais de Mário, Rubens e Vega, a construtora do terceiro sócio, segundo a revista piauí.
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O Banco Inter nasceu em 1994 como Intermedium, uma financeira criada para financiar os compradores de imóveis da MRV.
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A MRV paga os direitos de nome da Arena MRV, estádio do Atlético Mineiro: o contrato, de 2017, foi de R$ 60 milhões por dez anos. O terreno do estádio foi comprado e doado por Rubens Menin.
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A marca MRV estampou a camisa do Atlético Mineiro pela primeira vez em 2004, quase duas décadas antes do primeiro jogo oficial na arena, em agosto de 2023.
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A AHS, comprada pela MRV em 2020 para entrar nos Estados Unidos, havia sido fundada pelo próprio Rubens Menin.
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Em 2017, a MRV foi a primeira incorporadora a entrar no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.
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Cerca de 70% das vendas do grupo passam pela Mia, assistente virtual com inteligência artificial da MRV, segundo o diretor de tecnologia da empresa.
Como funciona comprar um imóvel da MRV
A MRV vende principalmente apartamentos na planta ou em obras, em condomínios de imóveis econômicos. A maior parte das unidades se enquadra no Minha Casa, Minha Vida, que oferece juros menores e subsídio para famílias de renda mais baixa. A empresa também vende pelo financiamento comum do SBPE, com recursos da poupança.
O caminho costuma seguir estas etapas:
- Escolha e simulação: o comprador escolhe o empreendimento no site, com corretor próprio da MRV ou de imobiliária parceira, e faz uma simulação de financiamento.
- Análise de crédito: a renda e o FGTS do comprador são avaliados pelo banco, quase sempre a Caixa, que define o valor financiado e o subsídio do MCMV.
- Contrato e entrada: a diferença entre o preço do imóvel e o valor financiado (a entrada) é paga à construtora, em geral parcelada durante a obra.
- Repasse: o financiamento é assinado com o banco, que paga a MRV. Durante a obra, o comprador pode pagar juros de obra ao banco.
- Entrega das chaves: com a obra concluída e o habite-se, o imóvel é entregue e começam as parcelas do financiamento.
| Faixa do MCMV | Renda familiar mensal | Valor máximo do imóvel |
|---|---|---|
| Faixa 1 | até R$ 3.200 | R$ 275 mil |
| Faixa 4 | até R$ 13 mil | R$ 600 mil |
Limites em vigor desde 22 de abril de 2026; as faixas 2 e 3 têm limites intermediários. Os juros vão de cerca de 4% ao ano na Faixa 1 a 10% na Faixa 4.
Depois da entrega, problemas no imóvel são tratados pela assistência técnica da MRV, que pode ser acionada pelos canais digitais da empresa. O prazo de garantia de cada item consta do contrato e do manual do proprietário.
A MRV é confiável?
A MRV é uma empresa de capital aberto há quase 20 anos, com balanço auditado e divulgado a cada trimestre, e informa ter entregado mais de 500 mil imóveis. No Reclame Aqui, onde os compradores registram reclamações sobre obras, contratos e assistência técnica, o perfil da MRV tem reputação “Regular”, com nota 6,8 de 10. Entre abril e setembro de 2026, a empresa recebeu 5.201 reclamações, respondeu 91,6% e resolveu 73,6% delas; 53,7% dos consumidores disseram que voltariam a fazer negócio, e o tempo médio de resposta foi de quase 20 dias.
Como em qualquer compra na planta, há riscos. Ao longo da história, a MRV enfrentou processos por atraso de entrega e problemas de obra, como a multa do Procon de Jundiaí em 2013. Antes de assinar:
- Leia o contrato inteiro, com atenção à data de entrega, ao prazo de tolerância e às multas por atraso.
- Confira se o empreendimento tem registro de incorporação no cartório de imóveis.
- Faça a simulação de financiamento antes de pagar qualquer valor e confirme se você se enquadra na faixa do MCMV.
- Coloque na conta, além das parcelas, os juros de obra, o ITBI, o registro e o condomínio.
- Na entrega, faça a vistoria com calma e registre qualquer defeito por escrito.
Canais de atendimento da MRV
- Site oficial: mrv.com.br, com busca de imóveis, simulação e chat com a assistente virtual Mia.
- Telefone: 4004-9000, número informado no site oficial da MRV.
- Assistente virtual Mia: atendimento por chat no site e pelo WhatsApp.
- Investidores: ri.mrv.com.br.
Perguntas frequentes sobre a MRV
Quem fundou a MRV?
A MRV foi fundada em 1979, em Belo Horizonte, pelos engenheiros Rubens Menin, Mário Menin e Homero, sócio da Vega Engenharia.
O que significa MRV?
Segundo reportagem da revista piauí, MRV vem das iniciais de Mário, Rubens e Vega, a construtora do terceiro sócio.
Quem é o dono da MRV?
A MRV é uma empresa de capital aberto, com ações na B3. O fundador Rubens Menin é o maior acionista e preside o conselho; o comando executivo é dividido entre Rafael Menin e Eduardo Fischer.
O Banco Inter e a CNN Brasil são da MRV?
Não. Os dois pertencem à família Menin, mas não fazem parte do grupo MRV&CO. O Inter, porém, nasceu em 1994 como uma financeira criada para financiar os clientes da MRV.
A MRV trabalha com Minha Casa, Minha Vida?
Sim. A maior parte dos imóveis da MRV se enquadra no programa: em 2025, 97% das unidades lançadas até setembro eram do MCMV.
Qual é o CNPJ da MRV?
A MRV Engenharia e Participações S.A. tem CNPJ 08.343.492/0001-20, com sede em Belo Horizonte (MG).
Fontes consultadas (27)
- MRV RI: Nossa história, acesso em 19/10/2026
- MRV RI: Diretoria, conselhos e comitês, acesso em 19/10/2026
- MRV: site oficial, acesso em 19/10/2026
- Cadastro CNPJ 08.343.492/0001-20, acesso em 19/10/2026
- Wikipédia: MRV Engenharia, acesso em 19/10/2026
- piauí: O que move a CNN Brasil
- Folha/Reuters: lucro da MRV sobe 69% com avanço de vendas, março de 2010
- Prefeitura de Jundiaí: Procon aplica multa de R$ 1 milhão contra construtora, agosto de 2013
- Trademap: MRV planeja investimento em construtora dos EUA, setembro de 2019
- Suno: lucro da MRV cai no 1T22 com alta nos custos de construção, acesso em 19/10/2026
- MKT Esportivo: maiores acordos de naming rights no futebol brasileiro, agosto de 2023
- InvestNews: como Rubens Menin montou negócios em diferentes áreas, dezembro de 2025
- Exame: na MRV, incorporação volta a dar lucro, mas Resia leva grupo a prejuízo de R$ 1 bi, março de 2026
- Money Times: MRV conclui venda de ativos da Resia por US$ 139 milhões, julho de 2026
- Money Times: MRV&CO lidera ganhos do Ibovespa após venda de ativos da Luggo, julho de 2026
- Acionista: MRV anuncia resultados operacionais do 2T26, julho de 2026
- Nord Investimentos: resultado da MRV no 2T26, agosto de 2026
- Meio & Mensagem: o que a MRV ganhou ao colocar seu nome em uma arena, outubro de 2026
- Portas: Construtoras usam IA para acelerar vendas e reduzir custos, agosto de 2025
- Portas: MRV reverte prejuízo e lucra R$ 111 milhões no 3º tri, novembro de 2025
- Portas: Confiança é importante para casa própria, diz CEO da MRV, fevereiro de 2026
- Portas: MRV volta ao lucro e Direcional amplia resultado, março de 2026
- Portas: MRV amplia foco nas capitais e regiões metropolitanas, abril de 2026
- Portas: MRV vê novo Minha Casa, Minha Vida como janela para compra de imóvel, maio de 2026
- Portas: MRV reforça equipe própria de corretores para impulsionar vendas, julho de 2026
- Portas: Greve da Caixa: como Tenda, Cury e MRV foram afetadas, outubro de 2026
- Reclame Aqui: MRV, dados de 01/04/2026 a 30/09/2026, acesso em 19/10/2026









