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Veja o resumo da notícia

  • Ampliação das faixas do MCMV indica momento favorável para aquisição de moradias financiadas.
  • Alterações nas regras aumentaram limites de renda e valor dos bens financiáveis no programa.
  • Faixas do MCMV apresentam diferentes tetos de rendimento familiar e valores máximos de imóveis.
  • Queda nas taxas possibilita o financiamento de montantes maiores, reduzindo o valor da entrada.
  • Especialistas alertam para pressão nos preços caso a demanda cresça mais rápido que a oferta.
novo Minha Casa Minha Vida
Divulgação/MRV

A ampliação das faixas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) reforçou o argumento de que este é um momento favorável para a compra de imóveis financiados, especialmente para famílias que se enquadram no programa. A avaliação é de Edmil Adib Antonio, diretor de crédito imobiliário da MRV, em entrevista à Veja.

Segundo o executivo da construtora, uma das maiores do país e especializada em imóveis econômicos, as mudanças anunciadas em abril ampliaram os limites de renda e o valor máximo dos imóveis financiáveis em cada faixa. Com isso, parte dos compradores pode migrar para condições mais vantajosas, com juros menores, subsídios maiores e necessidade de entrada mais baixa.

“Não só quem está no Minha Casa, Minha Vida terá taxas baixas e subsídio alto, como também o mercado está com bastante recurso para financiamento e há muito imóvel disponível”, disse Antonio.

Programa amplia limites de renda e valor do imóvel

As novas regras passaram a valer em 22 de abril de 2026. Na Faixa 1, o teto de renda familiar subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200, para imóveis de até R$ 275 mil. Na Faixa 4, a renda máxima passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil e o valor do imóvel elegível foi ampliado de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Se, na Faixa 4 os juros chegam a 10%, na faixa 1, que ainda conta com subsídio extra, estão em 4% ao ano.

Juros menores podem reduzir a entrada

Na avaliação da MRV, a queda das taxas de juros faz com que o comprador consiga financiar valores maiores mantendo a mesma prestação. Isso pode reduzir a entrada exigida e ampliar o conjunto de imóveis acessíveis para famílias que antes não conseguiam fechar a compra.

“Digamos que, para pagar uma parcela mensal de 300 reais com juros a 6%, ela conseguia pegar emprestado R$ 80 mil no banco. Com juros a 4%, ela pega R$ 100.000 reais”, exemplificou à revista.

Especialistas veem risco de pressão sobre preços

A reportagem também registra alertas de especialistas para um possível sobreaquecimento do mercado e para a pressão de preços caso a demanda cresça mais rápido do que a oferta. Ainda assim, a expectativa do setor é de destravar uma parcela relevante da demanda reprimida.

*Com informações de Veja

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.