Veja o resumo da noticia

  • Confiança econômica e amadurecimento do Minha Casa, Minha Vida são cruciais para o acesso ao crédito imobiliário e aquisição da casa própria.
  • Ajustes no MCMV ampliaram a elegibilidade de imóveis da MRV ao programa, aumentando a base de clientes aptos à compra.
  • Saque-aniversário do FGTS é preocupante, pois desequilibra o fundo e reduz a capacidade das famílias de darem entrada nos imóveis.
  • Queda do desemprego e controle da inflação são fatores positivos que impulsionam o setor de habitação popular no país.
  • MRV demonstra que a Faixa 1 do MCMV pode ser rentável com produtos direcionados, atendendo ao déficit habitacional.
  • Melhorias em habitações econômicas, com projetos urbanos e lazer, elevam a qualidade de vida e o acesso à infraestrutura.
Confiança no financiamento da casa própria
Imagem: AaronAmat/iStock

Representante da maior incorporadora de habitação popular do Brasil, Eduardo Fischer, CEO da MRV, afirma que a confiança econômica é fundamental para que famílias adquiram a casa própria. Em entrevista ao jornal O Globo, o executivo destacou o amadurecimento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) como essencial para preservar o acesso ao crédito imobiliário.

“O cliente está comprando o bem mais caro da vida dele, o patrimônio principal da família. Se a família está insegura, não dá esse passo”, declarou Fischer.

As melhorias no MCMV têm contribuído para dar suporte ao setor. De acordo com Fischer, quase 40% do estoque de imóveis da MRV tornou-se elegível ao programa após as mudanças. “Quando o teto é ajustado, passamos a ter uma base maior de clientes aptos a comprar nossos imóveis. À medida que se sobe na pirâmide de renda, o número de famílias diminui”, afirmou Fischer.

Entre janeiro e setembro de 2025, a MRV lançou mais de 31 mil unidades habitacionais, das quais 97% foram classificadas no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

Saque-aniversário do FGTS preocupa setor

O executivo destacou ainda que o FGTS é o principal recurso que possibilita o financiamento habitacional, tanto para clientes quanto para as construtoras. Neste sentido, sua maior preocupação é o impacto do saque-aniversário do FGTS no mercado imobiliário.

“É muito ruim porque desequilibra o Fundo. A família é incentivada a sacar um recurso que funcionaria como proteção e transformá-lo em consumo, perdendo essa segurança”, afirma.

“Antes, cerca de 70% dos nossos clientes tinham FGTS para dar como entrada no imóvel. Hoje, são pouco mais de 30%. É uma queda violenta. Quando a família perde a capacidade de dar entrada, a compra fica inviabilizada, o banco não financia 100% do imóvel”, complementou.

Por outro lado, a queda do desemprego e o controle da inflação têm funcionado como pilares positivos para a expansão do setor de habitação popular. “Confiança é importante na casa própria. Se a família está insegura, não dá esse passo”, reiterou Fischer, reforçando que além de taxas de juros, fatores econômicos mais amplos são determinantes.

Confiança e qualidade de vida impulsionam mercado

Mesmo enfrentando desafios como a inflação e o custo elevado de insumos, o segmento econômico permanece resiliente. “A Faixa 1 pode ser rentável, se houver um produto direcionado, como é o nosso caso. Além disso, faz sentido do ponto de vista social, porque a maior parte do déficit habitacional está na Faixa 1”, explicou Fischer.

A melhoria no padrão das habitações econômicas também tem ganhado força, com legislações que favorecem projetos em regiões urbanas. “Hoje, conseguimos fazer empreendimentos maiores, com bom lazer, mas sem vaga de garagem, porque essas famílias, em geral, não têm carro. Isso melhora a qualidade de vida e aumenta o acesso à infraestrutura urbana”, concluiu o CEO da MRV.

*Com informações de O Globo

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)