Veja o resumo da notícia
- Londrina se destaca no mercado imobiliário paranaense, acompanhando o crescimento de cidades médias no Brasil.
- A cidade registrou R$ 3,3 bilhões em VGV de lançamentos em 2024, o maior patamar de sua história.
- Com 580 mil habitantes e PIB de R$ 28 bilhões, Londrina atrai renda do agronegócio e setores de serviços.
- A demanda por imóveis menores é impulsionada por 25 mil estudantes e grandes eventos como a ExpoLondrina.
- A rede hoteleira da cidade atingiu lotação máxima várias vezes em 2026, indicando falta de oferta para estadias temporárias.
- Imóveis compactos, como studios e apartamentos de um dormitório, são estimulados pela demanda e hospedagem limitada.
- O desafio para investidores é garantir a demanda além dos picos de eventos e avaliar ocupação média e liquidez.

O avanço imobiliário para além das capitais colocou Londrina entre os mercados mais observados do Paraná. A mudança acompanha o crescimento das cidades médias. Entre 2010 e 2022, cerca de dois terços dos 12,3 milhões de novos habitantes do país foram para municípios de 100 mil a 500 mil moradores, segundo dados do IBGE citados pelo site Bem Paraná.
O movimento também aparece no volume nacional. Em 2025, foram vendidas 426.260 unidades residenciais, maior resultado da série histórica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). No Paraná, imóveis compactos já dominam parte importante da oferta. Studios e apartamentos de um dormitório responderam por quase 70% das 1.863 unidades verticais lançadas em Curitiba no primeiro trimestre de 2026. Os dados são da consultoria Brain e da Ademi-PR.
Londrina bate recorde de VGV
Em 2024, Londrina registrou R$ 3,3 bilhões em VGV de lançamentos, R$ 1 bilhão acima de 2023 e o maior patamar da história, mostra a Brain. A cidade ocupou a 13ª posição do Índice de Demanda Imobiliária Nacional no segmento econômico. O preço médio do metro quadrado acumulou valorização de 6,86% em 12 meses.
Com 580 mil habitantes e PIB de R$ 28 bilhões em 2023, o quarto maior do Paraná, Londrina reúne renda do agronegócio e atividades de serviços, saúde, educação e tecnologia. No primeiro semestre de 2026, o saldo de empregos formais chegou a 4.215 vagas, segundo o Caged.
Universidades e eventos sustentam demanda
A população flutuante ajuda a explicar a procura por unidades menores. A cidade concentra cerca de 25 mil estudantes em dez instituições de ensino, recebe eventos como a ExpoLondrina e atrai profissionais de saúde, tecnologia e agronegócio. Em 2026, a rede hoteleira atingiu lotação máxima ao menos quatro vezes, segundo a reportagem.
A oferta formal soma aproximadamente 5 mil leitos em 37 hotéis e chega a cerca de 8 mil ao incluir flats, pousadas e locações de curta duração. Londrina não recebe um hotel construído do zero desde 2014 e teria demanda estimada para 3 mil imóveis destinados a estadias temporárias. Hoje, conta com menos da metade desse volume.
Compactos viram produto de investimento
A combinação de público recorrente, hospedagem limitada e tíquete menor estimula studios e apartamentos de um dormitório. A Gleba Palhano recebeu dois lançamentos com entrega prevista para 2029 e a AVIV prepara um empreendimento de uso misto próximo ao Shopping Catuaí.
O desafio é provar a demanda para além dos picos de eventos. Para o investidor, ocupação média, custo de manutenção, qualidade da gestão e liquidez na saída serão tão importantes quanto a valorização recente do metro quadrado.
*Com informações de Bem Paraná







