CET (Custo Efetivo Total)
Indicador que reúne juros, taxas, seguros e demais encargos de um financiamento, mostrando o custo real da operação em percentual anual.
Por que o CET importa mais do que a taxa de juros?
Duas propostas de financiamento com a mesma taxa de juros podem custar valores bem diferentes, e o que explica a diferença é o CET. O Custo Efetivo Total reúne, em um único percentual, tudo o que o comprador paga pelo crédito: juros, seguros obrigatórios, tarifas e demais encargos. Por isso, as instituições financeiras são obrigadas, por regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central, a informá-lo antes da contratação de qualquer financiamento imobiliário.
O que entra no cálculo do CET?
Além dos juros, entram os seguros habitacionais obrigatórios (MIP e DFI), as tarifas administrativas, a avaliação do imóvel e outros encargos cobrados pelo banco ao longo do contrato. É por isso que o CET sempre aparece igual ou maior que a taxa de juros anunciada.
Como comparar propostas usando o CET?
Banco A: juros de 10% a.a. e CET de 11,8% a.a.
Banco B: juros de 10,5% a.a. e CET de 11,2% a.a.
No exemplo ilustrativo, o Banco B tem juros maiores, mas sai mais barato no total. Quem olhasse apenas a taxa de juros escolheria a proposta mais cara. Para comparar de forma justa, vale usar o mesmo prazo, o mesmo valor financiado e o mesmo sistema de amortização (SAC ou Price) em todas as simulações.
O CET é negociável?
Em parte. Os juros e algumas tarifas podem ser negociados, principalmente por quem tem bom relacionamento com o banco ou um score de crédito elevado, e o banco não pode obrigar o mutuário a contratar o seguro habitacional com a seguradora que ele indica (Súmula 473 do STJ), embora o seguro em si seja obrigatório. Pedir a simulação do CET em mais de uma instituição é a forma mais simples de ter poder de barganha.

