Veja o resumo da notícia
- Locação comercial registra valorização superior à residencial no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela volta ao trabalho presencial.
- Rentabilidade média do aluguel comercial atinge 7,35% ao ano, superando a rentabilidade de imóveis residenciais e atingindo novo recorde.
- Valorização do aluguel comercial supera índices de inflação como IPCA e IGP-M no primeiro trimestre de 2026, demonstrando força.
- Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo apresentam valorização acima da inflação no mercado de locação comercial.
- Mercado de compra e venda de salas comerciais apresenta avanço dos preços acima da inflação apenas em Salvador.

O aluguel comercial vem registrando valorização superior ao residencial em 2026. Com alta de 0,89% em março, o preço médio da locação comercial fechou o primeiro trimestre com avanço acumulado de 3,26%, segundo o Índice FipeZap, acima do aumento de 2,45% observado na locação residencial no mesmo período.
O dado reforça o momento aquecido do segmento, em meio à consolidação da volta do trabalho presencial e ao aumento da demanda por escritórios nos grandes centros urbanos. O avanço também supera o desempenho registrado nos três primeiros meses de 2025, quando a locação comercial havia subido 2,02%.
A locação comercial mostra desempenho mais favorável também em relação à venda deste tipo de imóvel, cujo preço médio teve alta mais tímida no primeiro trimestre de 2026, de 0,58%.
Na prática, os dados indicam que, neste momento, o investidor que apostou em salas e conjuntos comerciais para geração de renda tem obtido retorno superior ao do segmento residencial. Em números: a rentabilidade média do aluguel comercial subiu para 7,35% ao ano, acima dos 6,05% projetados para imóveis residenciais. Ambos, vale dizer, ainda ficam abaixo da rentabilidade de aplicações financeiras de referência.
A rentabilidade do aluguel comercial passou do nível de 7% em setembro de 2025 e vem subindo mês a mês desde então. Hoje, está no maior patamar da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, período em que também rodava perto de 7% ao ano. No início da década de 2020, estava em torno de 5,4%.
A pesquisa do FipeZap considera o valor anunciado de locação de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados em 10 cidades brasileiras. Imóveis maiores, como andares corporativos ou edifícios inteiros, comuns em regiões como a Faria Lima, em São Paulo, não entram diretamente na amostra, mas a dinâmica dos dois mercados tende a ser semelhante.
A valorização do aluguel comercial também superou com folga os principais índices de inflação no período. No primeiro trimestre, o IPCA (IBGE) avançou 1,92%, enquanto o IGP-M (FGV) teve alta de 0,19%.
Desempenho por cidade no aluguel comercial
O desempenho, no entanto, não é homogêneo entre as cidades. Quatro capitais registram valorização acima da inflação na locação comercial no primeiro trimestre de 2026:
- Salvador (BA): +9,54%
- Rio de Janeiro (RJ): +6,74%
- Curitiba (PR): +4,57%
- São Paulo (SP): +2,07%
Outras localidades apresentam variações mais moderadas ou até queda:
- Campinas (SP): +1,64%
- Florianópolis (SC): +1,51%
- Belo Horizonte (MG): +0,66%
- Porto Alegre (RS): +0,37%
- Brasília (DF): +0,33%
- Niterói (RJ): -1,33%
Compra e venda de salas comerciais
Já no mercado de compra e venda de salas comerciais, o avanço dos preços supera a inflação apenas em Salvador, com alta de 2,15% no primeiro trimestre.







