Veja o resumo da noticia

  • Bradesco, Itaú Unibanco e Santander estudam financiar imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
  • O interesse acompanha o crescimento do programa, que já responde por mais da metade das vendas de imóveis novos.
  • Bancos avaliam atender famílias das faixas 3 e 4, com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 13 mil.
  • O volume de financiamentos nas faixas 3 e 4 superou 230 mil moradias em um ano, mais que o dobro de anos anteriores.
  • Apesar do spread reduzido, o relacionamento de até 35 anos compensa, abrindo espaço para outros serviços bancários.
  • A inadimplência média do crédito imobiliário é de 1%, índice baixo e estável.
  • A entrada dos bancos privados ainda depende da análise da complexidade contábil e da forte presença da Caixa.
bancos privados no Minha Casa Minha Vida
Alfribeiro/iStock

Bradesco, Itaú Unibanco e Santander voltaram a estudar a entrada no financiamento de imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV), segundo reportagem do Estadão. O interesse acompanha o crescimento do programa, que já responde por mais da metade das vendas de imóveis novos no país. O segmento permanece dominado pela Caixa Econômica Federal, e as instituições privadas ainda não definiram se seguirão com a operação.

Foco está nas famílias de maior renda

Segundo fontes ouvidas pela Coluna do Broadcast, os bancos avaliam atender apenas famílias no topo da faixa 3, cuja renda mensal vai de R$ 5 mil a R$ 9,6 mil, e na faixa 4, de R$ 9,6 mil a R$ 13 mil. As faixas 1, de até R$ 3,2 mil, e 2, de R$ 3,2 mil a R$ 5 mil, estão fora do radar. A escolha concentra a análise nos públicos de renda mais alta e menor risco de crédito dentro do programa.

Mais de 230 mil moradias ampliam o mercado potencial

O volume de financiamentos nas faixas 3 e 4, esta criada em 2025, superou 230 mil moradias em um ano. O patamar representa mais que o dobro do observado em anos anteriores, agora com imóveis de até R$ 600 mil. Construtoras também propuseram ao governo ampliar a faixa 4 para famílias com renda de até R$ 21 mil e imóveis de até R$ 1,2 milhão. O Ministério das Cidades analisa a sugestão.

Relacionamento longo compensa spread menor

Os bancos já demonstraram interesse no MCMV em outros momentos, mas o spread reduzido desestimulou a entrada. A escala atual, porém, mudou a equação. Um financiamento imobiliário pode durar até 35 anos e abre espaço para relacionamento com conta corrente, cartões, outras linhas de crédito e investimentos. Além disso, a inadimplência média do crédito imobiliário está em 1%, índice baixo e estável diante do avanço dos calotes em outras modalidades.

Complexidade contábil e força da Caixa pesam na decisão

A eventual entrada ainda deve levar alguns meses para amadurecer. Além da dificuldade de atrair clientes já ligados à Caixa, os bancos analisam a estrutura financeira da operação. Nas faixas 3 e 4, os recursos vêm do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo Social do Pré-Sal, respectivamente. Esses valores passariam a integrar os passivos dos bancos, exigindo recalibragem dos índices de alavancagem e da necessidade de capital próprio. Procurados, Bradesco, Itaú e Santander não comentaram.

*Com informações do Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.