Veja o resumo da noticia

  • A incorporadora Altma criou a Hive para expandir sua atuação no mercado de moradia estudantil privada no Brasil.
  • A Hive busca pequenos investidores para cada unidade, diferenciando-se do modelo patrimonialista comum nos EUA e Inglaterra.
  • A meta da empresa é alcançar R$ 1 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) e se tornar a maior operadora do segmento até 2030.
  • A Hive administra os imóveis, garantindo o padrão de operação e a experiência dos estudantes, com áreas comuns para integração.
  • O primeiro empreendimento, B41 em Curitiba, começará a operar no segundo semestre de 2027 com contratos de locação de 12 meses.
  • A expansão nacional inclui um projeto de R$ 100 milhões em São Paulo e lançamentos em Belo Horizonte até o fim de 2026.
  • Parcerias com outras incorporadoras, como a Melnick em Porto Alegre, e projetos sob encomenda impulsionam a expansão.
  • A empresa avalia cidades como Goiânia, Joinville, Itajaí, Campinas e Cascavel para futuros empreendimentos.
moradia estudantil para investidores
Divulgação

A incorporadora curitibana Altma criou a Hive para ampliar sua presença no mercado brasileiro de moradia estudantil privada, destaca reportagem do Valor. Em vez de depender apenas de grandes investidores institucionais, como ocorre no modelo patrimonialista mais comum nos Estados Unidos e na Inglaterra, a empresa vende cada unidade a pequenos investidores.

Gabriel Dias, diretor de desenvolvimento imobiliário da Altma, e Juliano Antunes, sócio e diretor de operações da Hive, querem transformar o negócio no maior operador do segmento no país até 2030. Antunes fundou a Uliving e permaneceu 13 anos na empresa, até 2025. A meta é alcançar R$ 1 bilhão em VGV. Até agora, foram R$ 200 milhões em dois projetos em Curitiba.

Proprietário compra o ativo, mas não administra

O contrato determina que a própria Hive administre os imóveis. O comprador não pode morar na unidade nem alugá-la diretamente. Com isso, a empresa busca preservar o padrão de operação e a experiência dos estudantes. A taxa condominial inclui recursos para eventos e atividades de integração, enquanto as áreas comuns ganham protagonismo para reduzir o isolamento dos moradores.

Segundo Dias, parte dos interessados desiste ao conhecer as limitações, mas os dois projetos lançados foram vendidos no mesmo dia. Para a empresa, o investidor procura renda de longo prazo sem assumir a gestão da locação.

Primeira operação começa em 2027

O teste do modelo será no segundo semestre de 2027, quando começa a operação do B41, empreendimento lançado três anos antes em frente à PUCPR. Os contratos de locação terão duração de 12 meses, sem estadias curtas.

A maioria das unidades são estúdios. A menor planta prevista, em Belo Horizonte, terá 12 m²; também haverá apartamentos de dois ou três quartos, incluindo unidades de dois dormitórios com 20 m². Nos imóveis compartilhados, a Hive fará o pareamento entre moradores que não se conhecem.

São Paulo terá projeto de R$ 100 milhões

A Altma conduz os empreendimentos de Curitiba e incorporadoras locais farão a expansão nacional. Em São Paulo, a MCDI construirá um projeto próximo ao portão principal da USP, no Butantã, com VGV previsto de R$ 100 milhões. A linha também terá lançamento em Belo Horizonte até o fim de 2026. A meta da Hive é lançar quatro empreendimentos por ano, cada um com VGV entre R$ 60 milhões e R$ 120 milhões.

Expansão inclui parcerias e projetos sob encomenda

Em julho, a Hive firmou parceria com a Melnick para um empreendimento em frente à PUC-RS, em Porto Alegre, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2027. A empresa também avalia Goiânia, Joinville, Itajaí e Campinas. Nesta última cidade, deve desenvolver uma moradia estudantil encomendada pela faculdade de medicina São Leopoldo Mandic.

Outra negociação envolve um projeto built-to-suit com uma universidade de Cascavel, no Paraná. Embora secundária, essa frente permite entrar em cidades que inicialmente ficariam fora do plano principal de expansão.

*Com informações de Valor Econômico

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.