Veja o resumo da notícia
- O próximo balanço da Tenda deve registrar aumento de distratos e margem bruta reduzida devido ao endurecimento dos critérios da Caixa no Minha Casa, Minha Vida.
- A Caixa Econômica Federal passou a exigir uma parcela menor de pró-soluto após a entrega das chaves, impactando a margem das novas vendas da Tenda.
- A greve da Caixa, que durou quase um mês, atrasou o fluxo operacional e contribuiu para a queda de 18% das ações da incorporadora em setembro.
- Projetos do programa Pode Entrar, da Prefeitura de São Paulo, como Città Vila Prudente e Guarapiranga, também pressionam o caixa da Tenda devido a atrasos de pagamentos.
- Apesar dos riscos, XP, Itaú BBA e BTG mantiveram a recomendação de compra para as ações da Tenda.

O próximo balanço da Tenda deve mostrar mais distratos e margem bruta menor após o endurecimento dos critérios da Caixa no Minha Casa, Minha Vida, destaca reportagem do Metro Quadrado. Segundo o Itaú BBA, o efeito é maior entre compradores com renda informal e pode reduzir a velocidade de vendas. Esse perfil, que representava de 20% a 30% da base de clientes, caiu para perto de 10%.
Distratos e paralisação entram na conta
Mesmo com a redução dessa exposição, a incorporadora espera aumento relevante dos distratos sobre as vendas brutas do terceiro trimestre. Além das novas exigências, a greve da Caixa, encerrada no dia 30 de setembro, após quase um mês, atrasou o fluxo operacional. A perspectiva ajudou a pressionar as ações: o papel acumulou queda de 18% em setembro, desempenho inferior ao de outras incorporadoras do segmento econômico.
Pró-soluto menor reduz margem das novas vendas
A Caixa também passou a exigir das incorporadoras uma parcela menor de pró-soluto após a entrega das chaves. A Tenda reduziu essa fatia de 10% do preço de venda para 5% no Rio de Janeiro e 7% nas demais praças. A mudança deve tirar 1,2 ponto percentual da margem das novas vendas frente ao segundo trimestre. A companhia tenta compensar o efeito com maior participação da Faixa 3 e recomprou unidades retomadas pelo banco para reduzir a inadimplência junto à Caixa.
Pode Entrar acrescenta pressão ao caixa
Outro ponto de atenção são os projetos Città Vila Prudente e Guarapiranga, do Pode Entrar, programa habitacional da Prefeitura de São Paulo. Segundo o BTG, a iniciativa ficou menos rentável do que o esperado. A Prefeitura deve R$ 170,8 milhões à Tenda, incluindo atrasos, multas e correções. A XP avalia que a companhia poderá exigir proteções contratuais mais fortes em novas rodadas. Apesar dos riscos, XP, Itaú BBA e BTG mantiveram recomendação de compra.
Com informações de Metro Quadrado







